sábado, 19 de dezembro de 2009

COP 15 – Faltou visão solidária planetária


Infelizmente a Conferência do Clima em Copenhagen na Dinamarca está sendo considerada um grande fiasco histórico. A incompetência e o egoísmo foram as grandes marcas daquela que estava sendo considerada uma grande esperança para bilhões de seres humanos envolvidos nas mais diversas situações de pressão do meio ambiente sobre o homem. Os Estados Unidos, país considerado como o grande poluidor de todos os tempos não se comprometeu com nada, ficou à margem da sociedade humana como se fosse um planeta à parte, Barack Obama Prêmio Nobel da Paz, um ícone da esperança dos últimos anos fez um discurso pífio e desidratado, sem oferecer nem se comprometer com absolutamente nada. Os países Árabes por sua vez apresentaram uma ridícula exigência de serem indenizados pelas perdas causadas com a diminuição do uso de combustíveis fósseis, quando do aumento do uso de energias renováveis como a energia eólica, entre outras. Países da América latina como a Venezuela, Bolívia e Cuba ficaram mais preocupados com a política, fazer oposição e criticando os EUA do que com o objetivo principal da conferência. Importante ressaltar que o Brasil foi um dos grandes responsáveis pelo que sobrou de bom do encontro, pois foi desde o início, ou até muito antes, um dos países que demonstrou maior boa vontade em contribuir com os acordos, e foi reconhecido quando o Presidente Lula foi aplaudido por quatro vezes em seu último discurso que por sinal foi mais um desabafo sincero do que algo elaborado e calculado.
As ONGs ficaram amplamente decepcionadas com os resultados da conferência, veja abaixo:

“Para Avaaz, o documento é um "fracasso histórico" que representa o "colapso dos esforços internacionais" de assinar um acordo vinculativo que possa "deter a catastrófica mudança climática".
"O acordo está muito longe de ser justo, não é vinculativo e nem ambicioso", criticou o diretor da campanha global da organização, Ricken Patel, que reprovou que o acordo tenha sido selado por só "quatro países" em alusão aos EUA, China, Índia e África do Sul.
Atribuiu a responsabilidade pelo fracasso de Copenhague a Washington e Pequim, responsabilizando americanos e chineses por "compartilharem sua determinação de produzir um acordo débil em Copenhague".
"Cada país pagará o preço pela avareza e pelo governo imperfeito destes dois países", afirmou.
Por sua parte, a Amigos da Terra, classificou o acordo de Copenhague como "fracasso abjeto".
"Ao atrasar a ação, os países ricos condenaram milhões de pessoas, a maioria delas as mais pobres do mundo, à fome, ao sofrimento e à perda da vida conforme a mudança climática se acelera", apontou o presidente da entidade, Nnimmo Bassey.
Assinalou que sente "nojo" pelo "fracasso dos países ricos" na hora de fixar objetivos ambiciosos e acusou o bloco industrializado de "acossar" os países em vias de desenvolvimento a "aceitar menos" do que merecem.” Folha de São Paulo.
Portanto, apesar de tanta expectativa gerada, temos que aceitar o fracasso e aguardar que a COP-16 no México venha logo e com sentimentos mais nobres por parte dos países ricos e poluidores. A parte de cada ser humano é continuar sua luta particular contribuindo dia a dia para que o meio ambiente no seu entorno melhore e seja preservado, assim como a sociedade se torne mais justa.

Por Nilson Mesquita

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Coferência do Clima na Dinamarca – Tão longe e tão perto


A COP-15 – Conferência das Partes sobre o Clima, no período de 07 a 18/12/2009, em Copenhagen na Dinamarca nos parece algo tão distante que não nos causa preocupação. Na verdade nos deparamos aí com o velho hábito do imediatismo brasileiro que tem nos levado muitas vezes a nos surpreendermos com o futuro nas portas do presente e outras vezes vendo o bonde da história passar. No mundo globalizado de hoje, onde as informações são instantâneas, não podemos mais nos dar o direito de ficarmos ao largo vendo os acontecimentos nos engolirem. Ah! Estamos em Capanema no estado do Pará, cidade tão pequena, deixemos essas preocupações com os grandes líderes mundiais. Uma das coisas que chama a atenção é que a partir de agora cada vez mais o cidadão precisa ter não somente uma conduta local, mas também mundial, pois o comportamento, o hábito de qualquer comunidade em qualquer parte do mundo tem uma influência planetária. Lembramos que estamos em plena Amazônia, talvez o maior patrimônio ambiental do planeta Terra, a região que mais tem chamado a atenção da humanidade por tratar-se de uma das últimas fronteiras entre a biodiversidade, a vastidão do verde com seu imenso estoque de oxigênio e capacidade de absorção de Gás Carbônico e a desenfreada devastação ambiental onde o ser humano comporta-se como verdadeiro vampiro do seu próprio sangue, a natureza.
O grande dilema é que precisamos continuar o desenvolvimento econômico evitando o crescimento da fome e da pobreza, porém sem agressão do meio ambiente. Está aí justamente a idéia da sustentabilidade que se torna hoje a palavra chave para as ações de ordem econômica, sociais e ambientais, sejam internacionais, federais, estaduais ou municipais.
A lucratividade desmedida do capitalismo selvagem ainda tão evidente nas ações empresariais deve cair por terra dando lugar à sustentabilidade onde a Responsabilidade Socioambiental é o principal sustentáculo.
Uma nova economia está nascendo, onde a energia deve ser renovável, o lixo ou resíduos reciclados, o empresário deve olhar o seu entorno e colaborar com a comunidade onde sua empresa está inserida e contribuir para que o meio ambiente seja sempre protegido, o consumidor deve exigir e só comprar produtos sustentáveis.
A nossa parte, cidadãos comuns, é de participar desse processo de forma integral, protagonizando a proteção do planeta de onde estivermos, pois não há mais lugar para a alienação e mesquinharias, não é questão também de caridade ou solidariedade, agora só a unificação de ações globais pode salvar o planeta, não esquecendo que nossa pequena Capanema é parte importante e vibrante desse processo.
Lá em Copenhagen, na Dinamarca, a sociedade civil briga do lado de fora dos grandes salões de debates, pois como diz um cartaz da ONG Greenpeace, “não precisamos do discurso de grandes políticos, mas das ações dos grandes líderes”.

Nilson Mesquita

sábado, 28 de novembro de 2009

Declaração é preparada para a cúpula de Copenhague


Esta quinta-feira se levará a cabo as deliberações entre os representantes da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Suriname e Venezuela para elaborar uma declaração conjunta que será apresentada diante da Cúpula da Mudança Climática que se realizará na cidade de Copenhague, Dinamarca.
A Amazônia é a região selvagem mais extensa do mundo e dentro dela conserva a maior reserva de biodiversidade que possui o planeta, por isso é definida pela humanidade como o principal pulmão vegetal da humanidade.
Diante do perigo que representam o corte indiscriminado de árvores produto dos traficantes de madeira, assim como a contaminação dos rios e chãos produto da mineração ilegal, os países que conformam esta vasta região decidiram criar em 3 de julho de 1978 a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para promover políticas dirigidas a fomentar o desenvolvimento harmônico da região.
Recentemente o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs o encontro que se desenvolverá esta quinta-feira para discutir uma proposta comum das nações que conformam esta organização territorial, diante da Cúpula de Copenhague.
A respeito, o embaixador da Venezuela diante da nação carioca, Julio García Montoya, indicou que este encontro é de suma importância na busca de preservar a integridade do território amazônico e suas riquezas naturais.
“Esta reunião é para definir uma estratégia comum e decisiva diante da Cúpula de Copenhague e deverá estar definida por um caráter de defesa deste território diante da crescente contaminação que se registra no mundo produto da emissão por parte das grandes potencializa dos gases de efeito estufa”, explicou.
A esta reunião estará presente em qualidade de convidado especial o presidente da República da França, Nicolas Sarkozy, quem em companhia do mandatário brasileiro participará das atividades que levarão a cabo os representantes dos governos amazônicos na cidade de Manaus.
Fonte: Mercado Ético
Adaptação Nilson Mesquita

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Inpe detecta 400 km² de desmatamento em setembro


A devastação, se comparada à ocorrida no mesmo mês do ano passado (587 km²) representa uma queda de 31%. O Inpe não conseguiu diagnosticar o desmatamento em 18% da área monitorada por causa da presença de nuvens.
Durante todo o mês de setembro, a Amazônia sofreu 400 km² de corte raso ou degradação progressiva de sua floresta. Foi o que constatou o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa devastação, se comparada à ocorrida no mesmo mês do ano passado, 587 km², representa uma queda 31%.
O Inpe não conseguiu diagnosticar o desmatamento em 18% da área monitorada por causa da presença de nuvens, que cobriu 28% do Pará e 19% do Amazonas.
Neste contexto, o Estado campeão de devastação em setembro foi Mato Grosso, com 134,23 km², seguido por Pará, com 132,73 km². Depois vieram Rondônia (70,65 km²), Amazonas (31,09 km²), Maranhão (14,31 km²), Acre (8,61 km²), Roraima (7,41 km²) e Tocantins (0,95 km²).
Altamira, no Pará, foi o município com o maior desmatamento no período, 47,25 km². Porto Velho (RO), com 46,12 km² de desflorestamento, foi o segundo e Tucuma (PA) o terceiro, com 28,23 km² de devastação.
Acumulado
De janeiro a setembro deste ano, o Deter constatou 2.856 km² de desmatamento na floresta amazônica. O Estado que mais desmatou até agora foi Pará, com 1408,50 km² de devastação, seguido por Mato Grosso, com 891,17 km², e Rondônia (221,89 km²).
O mês mais crítico do ano foi julho, quando o sistema detectou alerta de desmatamento em 836,41 km² da floresta.
Já nos últimos 12 meses - de outubro de 2008 a setembro de 2009 - o Deter diagnosticou 3.929 km² de devastação florestal na Amazônia, sendo o Pará o campeão de desmatamento, com 1939,92 km² de devastação, seguido por Mato Grosso, com 1222,35 km².

Fonte Mercado ético/amazonia.org.br
Adaptação Nilson Mesquita

domingo, 4 de outubro de 2009

Espiritismo e Ecologia



André Trigueiro lançou em setembro pela FEB o livro "Espiritismo e Ecologia". Veja sua entrevista no link acima e a biografia abaixo.

Jornalista com Pósgraduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003); Desde 1996 vem atuando como repórter e apresentador do “Jornal das Dez” da Globonews, canal de TV a cabo onde também produziu, roteirizou e apresentou programas especiais ligados à temática socioambiental. Pela série "Água: o desafio do século 21" (2003), recebeu o Prêmio Imprensa Embratel de Televisão e o Prêmio Ethos Responsabilidade Social, na categoria Televisão. É voluntário da Rádio Viva Rio (AM 1180 kwz), onde apresenta o quadro "Conexão Verde"; e comentarista da Rádio CBN (860 Kwz) onde apresenta aos sábados e domingos o quadro "Mundo Sustentável". É consultor e articulista do site www.ecopop.com.br e consultor do WWF. Presidiu o Júri da VI Edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás.
Ganhou em setembro de 2009 o prêmio Comunique-se 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Artista de rua, São Paulo. O sonho além de todas as fronteiras, além da razão, simplesmente sonho!














O artista de rua sonha,
vive um mundo só dele,
pede para cada um que passa,
uma ajuda, um empurrão.

O artista de rua sonha,
com sua roupa pobre,
com suas latas feito tambores,
com seus pratos de fome,
seu chapéu de moedas.

O artista de rua sonha,
um dia não ser de rua,
a rua para ele é o palco,
a esquina, porta de entrada,
o chão que pisa é sua casa,
o céu é o teto, os camarotes,
a cidade toda é o teatro.

O artista de rua sonha,
pois seu sonho já é realidade,
não lhe falta reconhecimento,
um e outro lhe vê, outros tantos lhe ouvem,
que o artista continue assim,
tomara que seu sonho seja eterno,
mesmo invisível na metrópole,
mas realizado e materializado na atitude.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Betinho, Cidadão do mundo - Um modelo sempre atual para o Brasil, um campeão de cidadania

Terceiro de uma série de oito irmãos, completou, em 1962, os cursos de Sociologia e Política e de Administração Pública na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Minas Gerais.

Com o golpe de 64, passou a atuar na resistência contra a ditadura militar, dirigindo organizações de cunho democrático no combate ao regime que se instalava. No começo da década de 70, foi para o exílio e, como no poema de Brecht, trocava de país como quem trocava de sandálias. Morou primeiro no Chile, em Santiago, onde deu aula na Faculdad Latinoamericana de Ciencias Sociales e atuou como assessor do presidente Allende.

Conseguiu escapar do sangrento golpe militar do general Pinochet, indo para a embaixada do Panamá, em 1974. Seguiu depois para o Canadá e México. Exerceu, nessa época, diversos cargos: diretor do Conselho Latino-Americano de Pesquisa para a Paz (Ipra), consultor para a FAO sobre projetos e migrações na América Latina e coordenador do Latin American Research Unit (Laru), entre outros. Foi, ainda, professor efetivo no Doutorado de Economia da Divisão de Estudos Superiores, na Faculdade de Economia da Universidade Nacional Autonoma do Mexico, e diretor de Brazilian Studies, no Canadá.

Com o crescimento dos movimentos pela democratização dos meios de comunicação no Brasil, seu nome tornou-se um dos símbolos da campanha pela anistia.

Em 1979, retornou ao país e envolveu-se inteiramente nas lutas sociais e políticas, sempre se propondo a ampliar a democracia e a justiça social. No início dos anos 80, ajudou a fundar o ISER - Instituto de Estudos da Religião -, presidiu a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS - ABIA, fundada, em 1986 e uma das primeiras e mais influentes instituições do País, preocupada com a organização da defesa dos direitos das pessoas portadoras do HIV ou doentes com AIDS. Além disso, dedicou-se à Coordenação-Geral do IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sócio-Econômicas -, cargo ocupado até os últimos dias, com firme resistência física e brilhante lucidez e consciência da realidade brasileira, cuja perversidade - exclusão social, concentração de renda e controle político - nunca deixou de denunciar.

A natureza não foi benevolente com o cidadão Betinho. Hemofílico, contraiu a aids em uma das inúmeras transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter. Por essa mesma condição genética, em 1988, em um intervalo de três meses, Betinho perdeu dois irmãos: o cartunista Henfil, aos 43 anos, famoso pelo uso hábil e criativo do humorismo na crítica à ditadura militar, mesmos nos seus piores momentos de repressão à livre expressão política; e o músico Chico Mário, com apenas 39 anos. Mesmo abalado por estes acontecimentos, Betinho nunca abandonou a militância política, sempre presente em cada evento que levantasse a bandeira do humanismo.

Morreu aos 61 anos, em 9 de agosto do mesmo ano, em sua casa, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, com 61 anos de idade, vítima da hepatite C. Em 11 de agosto, o corpo do sociólogo foi cremado. A seu pedido, as cinzas foram espelhadas em seu sítio em Itatiaia.

A campanha contra a fome ganhou as ruas em 1993 e chegou ao final daquele ano com total aprovação da sociedade - 96% de concordância, segundo o Ibope. Sua figura humana adquiriu, então, notoriedade definitiva como o incansável Coordenador da "Ação pela Cidadania contra a Fome e a Miséria", que pretendia ir além de um movimento social de caráter assistencialista, para aglutinar outros movimentos e iniciativas individuais e comunitárias em todo o País. A "Campanha do Betinho" foi tão polêmica quanto popular e o seu sentido político maior, razão principal da polemização em torno de suas ações, tinha por objetivo final a promoção da cidadania, do direito ao emprego e da luta pela terra, etapa final do programa de ação planejado e o maior legado público da vida deste brasileiro humanista.

No ano de 1994, lançou a Campanha "Natal sem Fome", que arrecadou, no primeiro ano, 600 toneladas de alimentos. Em agosto do mesmo ano, fez um pronunciamento na ONU, na reunião preparatória para a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Social. Houve, ainda, dois momentos marcantes: a Caminhada pela Paz do Movimento Reage Rio, em novembro de 1995; e o desfile no carnaval de 1996, quando Betinho foi enredo da Escola de Samba Império Serrano, no Rio de Janeiro, cujo tema foi: "E verás que um filho teu não foge à luta". Em julho de 1997, num encontro com empresários de todo o país, lançou a campanha de adesões ao Balanço Social, uma espécie de balanço financeiro onde os indicadores são os investimentos sociais feitos por empresas.

Ao longo de sua trajetória, publicou, ainda, diversos livros, artigos e ensaios, sempre com a mesma preocupação de criticar as estruturas que tornam a vida difícil e injusta para milhões de pessoas.

Algumas de suas frases

O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política.

O jovem não é o amanhã, ele é o agora.

Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.

Solidariedade, amigos , não se agradece, comemora-se.

Não sou otimista babaca, mas otimista ativo.

Miséria é imoral. Pobreza é imoral. Talvez seja o maior crime moral que uma sociedade possa cometer.

Quando uma sociedade deixa matar crianças é porque começou seu suicídio como sociedade.

Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura.

É preciso olhar a propriedade da terra com o olhar da democracia, com o olhar da vida, e não com o olhar da cobiça, da cerca, da violência...

É importante ver, com os dois olhos, os dois lados - para mudar uma única realidade, a que temos.

Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas e estão sendo assassinadas.

Para nascer um novo Brasil, humano, solidário, democrático, é fundamental que uma nova cultura se estabeleça, que uma nova economia se implante e que um novo poder expresse a sociedade democrática e a democracia no Estado.

O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nossas praias estão merecendo a atenção para o tema limpeza, em julho, por exemplo, na temporada de férias na praia do Atalaia, em Salinópolis, nordeste do Pará, a situação no final do dia causa até nojo, tal é a sujeira que os banhistas deixam. Todo esse lixo segue para o mar quando da enchente e é levado mar adentro contribuindo de forma decepcionante para a poluição e descontrole ambiental. Não podemos culpar sempre as autoridades e governos pela nossa falta de educação básica, já está na hora de buscarmos nossa Educação Ambiental e não temos porque nos desculpar mais pois esse tema até já virou moda e é falado sempre pela imprensa, nas escolas, nas ruas, etc. Falta a nossa parte. Chegou a hora de nos autodisciplinarmos e cumprirmos nossa obrigação como cidadãos do mundo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marina Silva por Leonardo Boff numa visão de Paulo Freire: um novo olhar sobre o Brasil



Leonardo Boff, o teólogo que enfrentou o poder e os dogmas da igreja, como sempre apresenta uma opinião muito lúcida e acima de tudo, feliz ao citar a presença de Marina Silva como um novo paradigma no processo político brasileiro para 2010. Levanta a idéia de que essa presença deve ser vista acima de tudo como um processo educativo, lembrando o mestre Paulo Freire.

Eis o artigo.

Erram os que pensam que a saida da senadora Marina Silva do PT obedeçe a propósitos oportunistas de uma eventual candidatura à Presidência da República. Marina Silva saiu porque possuía um outro olhar sobre o Brasil, sobre o PAC (Programa de Acelaração do Crescimento) do governo que identifica desenvolvimento com crescimento meramente material e com maior capacidade de consumo. O novo olhar, adequado à crescente consciência da humanidade e à altura da crise atual, exige uma equação diferente entre ecologia e economia, uma redefinição de nossa presença no planeta e um cuidado consciente sobre o nosso futuro comum. Para estas coisas a direção atual do PT é cega. Não apenas não vê. É que não tem olhos. O que é pior.

Para aprofundar esta questão, valho-me de uma correspondência com o sociólogo de Juiz de Fora e Belo Horizonte, Pedro Ribeiro de Oliveira, um intelectual dos mais lúcidos que articula a academia com as lutas populares e as Cebs e que acaba de organizar um belo livro sobre “A consciência planetária e a religião”(Paulinas 2009) Escreve ele:

“Efetivamente, estamos numa encruzilhada histórica. A candidatura da Marina não faz mais do que deixá-la evidente. O sistema produtivista-consumista de mercado teima em sobreviver, alegando que somente ele é capaz de resolver o problema da fome e da miséria - quando, na verdade, é seu causador. Acontece que ele se impôs desde o século XVI como aquilo que a Humanidade produziu de melhor, ajudado pelo iluminismo e a revolução cultural do século XIX, que nos convenceram a todos da validade de seu dogma fundante: somos vocacionados para o progresso sem fim que a ciência, a técnica e o mercado proporcionam. Essa inércia ideológica que continua movendo o mundo se cruza, hoje, com um outro caminho, que é o da consciência planetária. É ainda uma trilha, mas uma trilha que vai em outra direção”.

“Muitos pensadores e analistas descobriram a existência dessa trilha e chamaram a atenção do mundo para a necessidade de mudarmos a direção da nossa caminhada. Trocar o caminho do progresso sem fim, pelo caminho da harmonia planetária”.

“Esta inflexão era a voz profética de alguns. Mas agora, ela já não clama mais no deserto e sim diante de um público que aumenta a cada dia. Aquela trilha já não aparece mais apenas como um caminho exclusivo de alguns ecologistas mas como um caminho viável para toda a humanidade. Diante dela, o paradigma do progresso sem fim desnuda sua fragilidade teórica e seu dogma antes inquestionável ameaça ruir. Nesse momento, reunem-se todas as forças para mantê-lo de pé, menos por meio de uma argumentação consistente do que pela repetição de que “não há alternativas” e que qualquer alternativa “é um sonho”.

“É aqui que situo a candidatura da Marina. É evidente que o PV é um partido que pode até ter sido fundado com boas intenções mas hoje converteu-se numa legenda de aluguel. Ninguém imagina que a Marina - na hipótese de ganhar a eleição - vá governar com base no PV. Se eventualmente ela vencer, terá que seguir o caminho de outros presidentes sul-americanos eleitos sem base partidária e recorrer aos plebiscitos e referendos populares para quebrar as amarras de um sistema que “primeiro tomou a terra dos índios e depois escreveu o código civil”, como escreveu o argentino Eduardo de la Cerna”.

“Mesmo que não ganhe, sua candidatura será um grande momento de conscientização popular sobre o destino do Brasil e do Planeta. Marina Silva dispensará os marqueteiros, e entrarão em campanha os seguidores de Paulo Freire”.

“Esta é a diferença da candidatura Marina. Serra, do alto da sua arrogância, estimula a candidatura Marina para derrubar Lula e manter a política de crescimento e concentração de riqueza. Lula, por sua vez, levanta a bandeira da união da esquerda contra Serra, mas também para manter a política de crescimento e de concentração da riqueza, embora mitigada pelas políticas sociais”.

“Marina representa outro paradigma. Não mais a má utopia do progresso sem fim, mas a boa utopia da harmonia planetária. A nossa visão não é restrita a 2010-2014. Estamos mirando a grande crise de 2035 e buscando evitá-la enquanto é tempo ou, na pior das hipóteses, buscar alternativas ao seu enfrentamento.

É por isso, por amor a nossos filhos, netos e netas, temos que dar força à candidatura da Marina. E que Paulo Freire nos ajude a fazer dessa campanha eleitoral uma campanha de educação popular de massas”.
Digo eu com Victor Hugo:”Não há nada de mais poderoso no mundo do que uma idéia cujo tempo já chegou”

Mercado Ético

Adaptação: Nilson Mesquita

sábado, 15 de agosto de 2009

Reutilize sua "água cinza"

Economizar água é uma questão econômica e não existencial, 70% do planeta é coberto por água, mas somente 2% disponível para consumo, esgotando esses reservatórios nos sobra outros 68% para tratar, ou seja, água mais cara. Então economize hoje o que é de “graça” para não gastar seu dinheiro amanhã, recicle a água da sua casa.

Já existe no mercado um sistema que utiliza a água que escorre da pia, também conhecida como água cinza, na privada, gerando uma econômia de 5.000 litros por ano.

O equipamento fica dentro do gabinete que capta e filtra a água utilizada, depois é enviada para o reservatório da privada. Utiliza conexões padrões e pode ser instalado em qualquer banheiro.

Fonte: Ambiente Brasil

Adaptação e comentários: Nilson Mesquita

domingo, 9 de agosto de 2009

Celebrar a diversidade é construir cidadania


A visão daquele outdoor na margem da rodovia Capanema / Salinas, nordeste do Estado do Pará, despertaram em mim pensamentos e palavras muito batidas, coragem, luta, cidadania, discriminação, preconceito, auto-estima, auto-valorização, respeito, amor. O slogan, excelente por sinal, já expressava praticamente todo esse conjunto de palavras, “Celebrar a diversidade é construir cidadania”. Ao lado, o arco-íres, um dos símbolos do Movimento Gay no mundo. De tudo, porém, o que mais surpreendeu é que o evento estava sendo realizado em São João de Pirabas, cidade pequena do nordeste paraense, em pleno norte do Brasil, onde preconceito e discriminação ainda são expressões muito comuns e aplicadas na vida social da região. Era a 1ª Parada Gay de São João de Pirabas.

Em junho de 2009, estava em São Paulo quando acontecia a maior parada gay do mundo, com a participação de mais de três milhões de pessoas, pois o acontecimento transformou-se em evento turístico que levanta a questão da homossexualidade com uma seriedade e alegria dignos de admiração.

Recordo-me quando houve uma pesquisa de rendimento no trabalho e os homossexuais ficaram em primeiro lugar. Foi posto que eles eram os que mais cumpriam o horário de trabalho e os que menos tinham vontade cabular ou fazer práticas corruptíveis. Muito interessante esse dado, visto que, por puro preconceito costuma-se julgá-los não pelo seu caráter, mas principalmente pela sua orientação sexual. Nada a ver!

A militância deste público refere-se principalmente as conquistas de políticas públicas que já estão sendo avaliadas e discutidas em conferencias por toda parte do Brasil. A primeira conferencia no Estado do Pará, aconteceu em 2008 com a participação maciça do Público Gay bem como, daqueles que tem afinidade com a causa. Neste evento foram discutidas políticas que fizeram parte de um documento maior discutido na I CONFERENCIA NACIONAL DE GLSBT (Gays, lésbicas, simpatizantes, bissexuais e transgêneros).

A questão social do Público Gay faz parte do rol de reivindicações das minorias (negros, índios, mulher, etc.) que lutam por seu espaço político e social, onde possam ter esclarecimentos acerca dos seus direitos e autonomia sob suas escolhas com a certeza de que acima de tudo A MINORIA estará sendo respeitada e amparada pelas leis e sobre tudo pela nossa CARTA MAGNA que diz: TODOS SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI.

Parabéns povo de São João de Pirabas, parabéns Movimento Gay da região, que a consciência de cidadania evolua e perceba que a diversidade cultural, social, de raças, de gênero, entre outras, é que faz com que a criação Divina se torne ainda maior. Nossa parte é buscar entendê-la e não julgá-la, pois tudo que está criado é perfeito, senão teríamos de arranjar outro Deus.

Consultoria: Valéria Duarte

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Princípios da Sustentabilidade


O Desenvolvimento Econômico é indispensável para a humanidade, no momento não há como não crescer para atender as demandas demográficas, de alimentos e de bens em geral. É preciso, porém, garantir o futuro das próximas gerações que se preparam para lutas bem maiores do que a nossa. Durante muito tempo, as pessoas administraram o planeta sem prestar atenção ao seu frágil equilíbrio. Poluímos o ar, a água, o solo. Exploramos excessivamente os recursos, como florestas, matérias-primas, energias fósseis e extinguimos muitas espécies de plantas e de animais. Finalmente estamos entendendo que esse comportamento é prejudicial para a sobrevivência do ser humano no planeta.

Desenvolvimento Sustentável, também chamado de “viável”, foi formulado pela primeira vez por ocasião da Conferência da Terra no Rio de janeiro, em 1992. O DS é uma associação obrigatória de boa gestão econômica, o progresso social e a preservação do meio ambiente. Esse “triângulo da sustentabilidade” é a base para uma nova forma de governar e traz consigo seis princípios fundamentais:

1. Princípio da precaução (não esperar o irreparável para agir);

2. Princípio da prevenção (é melhor prevenir que remediar);

3. Princípio da economia e da boa gestão (sabendo usar não vai faltar);

4. Princípio da responsabilidade (quem degrada deve recuperar);

5. Princípio da participação (todos estamos envolvidos, todos decidimos, todos somos protagonistas);

6. E princípio da solidariedade (legar um mundo viável às gerações futuras).

O Desenvolvimento Sustentável nos remete também à idéia de melhor divisão de riquezas, onde todos têm acesso a alimento, água potável e eletricidade.

No mundo hoje em cada 4 pessoas, pelo menos 1 vive na miséria, esse número chega a cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Nilson Mesquita

sábado, 11 de julho de 2009

Um futuro incerto - O que fazer?

O cientista ambientalista, James Lovelock, com 90 anos de idade é considerado hoje uma das maiores sumidades científicas na questão ambiental. Suas opiniões, que considero muito sensatas e embasadas, da utilização da Energia Nuclear para o combate ao Aquecimento Global e a consequente sobrevivência da espécie humana, com a diminuição da emissão de CO2 na atmosfera é uma questão bastante polêmica no meio científico.
Lovelock também é autor da Teoria de Gaia, que considera o planeta Terra como um superorganismo, onde todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente. A teoria, que data dos anos 70, turbinou o movimento ambientalista em todo o mundo.
Na entrevista a seguir, exclusiva à BBC Brasil, Lovelock fala sobre protocolo de Kyoto, Amazônia e desmatamento, uso da energia nuclear como forma de combater o aquecimento global e a atual "gravíssima situação" na qual a Terra se encontra. Tire suas conclusões.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Chico Mendes - Cidadão do Mundo


Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como "Chico Mendes" (Xapuri, 15 de dezembro de 1944Xapuri, 22 de dezembrode 1988),foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro. Sua intensa luta pela preservação da Amazônia o tornou conhecido internacionalmente e foi a causa de seu assassinato.

Em 1987, Chico consegue que uma comissão da ONU visite o Acre para observar a luta dos seringueiros contra o desmatamento. Em março desse mesmo ano, vai a Miami participar de uma reunião do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID), onde se manifestou contra o patrocínio de projetos não ecológicos. Em seguida, vai a Washington e expõe numa Comissão do Senado dos Estados Unidos o seu pensamento sobre as Reservas Extrativistas.
Principal bandeira de Chico Mendes, as Reservas Extrativistas são áreas pertencentes à União com usufruto dos seringueiros e outros trabalhadores da floresta que se organizam em cooperativas e associações, não havendo títulos de propriedade. As Reservas dão sustento aos milhares de famílias que trabalham nelas, quer sejam seringueiros, castanheiros, pescadores, trabalhadores do babaçu, da juta, do cacau, do açaí e de tantas outras riquezas que podem ser exploradas sem destruir a natureza.
Deve ser ressaltado que essas Reservas Extrativistas foram idealizadas para dar sustentação aos povos que já vivem na floresta, e jamais como uma política de ocupação do solo.
Chico Mendes tinha consciência de que a defesa da floresta não significava luta pela terra, mas, pela preservação dos recursos naturais. Na Amazônia, não é a terra que precisa ser dividida; a floresta é que não pode ser privatizada.

O que ele disse:

"Desculpem, eu estava sonhando quando escrevi esses acontecimentos, que eu mesmo não verei, mas tenho o prazer de ter sonhado."

Se Chico Mendes não fosse um seringueiro, um líder comunitário, teria sido um Poeta... Pois Profeta, já o era!

Uma linda homenagem a Chico Mendes, além de valorizar seus ideais é o poema de Jacinta Morais, de Cascavel (PR) em 2008, sobre a Amazônia, tão amada por êle.

“AMAZÔNIA” (para Chico Mendes)

Sou da Alma a centelha, do Cosmo a energia
Sou a maior fonte de todas as águas cristalinas
Sou o espírito vitorioso de Mandela
Todas as cores vibrantes da aquarela
O grande ninho de aves raras,
Sou a pomba de Picasso sobrevoando todas as esferas.
As sombras melancólicas nos girassóis de Van Gogh
De Vinícius todos os versos, desta poeta todas as rimas
E do Chico Buarque sou a sedução nos olhos e na canção.
E os murmúrios de minhas matas, são sinfonais, são orquestras
Todos os salmos, sou todos os credos
Sou até mesmo os gemidos alucinantes dos doentes terminais...
Não disputei campeonatos,
Porque sou a única que o mundo tem...
Sou mais valiosa que todos os troféus
Sou todos os “da Silva” sou do Brasil também
Não destrua ainda mais minha Alma,
Planta tua semente que serei luz fosforescente
Reflexos dourados do sol do amanhã...
Mas selvagens foram os homens que estupraram minha beleza...
Sangrando minhas entranhas
No solo sou o veludo de sangue que ainda absorve o carbono
Do teu negro progresso
Mas teu veneno amarga meus frutos
Ouça as bravuras dos rios que outrora foram mansos.
Não faças da minha madeira a tua própria Cruz!
Dorme verde lençol
De estamparias mil
Repousa no murmúrio doce dos teus rios...
Que o céu ainda é azul!



quarta-feira, 1 de julho de 2009

7ª Festa Literária Internacional de Parati


"Começa hoje a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty e vai até domingo com a participação de 34 escritores. Esse ano, a conferência de abertura será proferida por Davi Arrigucci Jr. sobre Manuel Bandeira, o grande autor homenageado nessa edição da FLIP. Assim, o escritor será a principal figura brasileira homenageada durante esta edição do festival, que, em anos anteriores, foi dedicado a Vinícius de Moraes, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues e Machado de Assis"

Como seria bom dar essa notícia pelo Brasil à fora. Poucas festas literárias acontecem no nosso País. É uma pena, pois a leitura tem um poder enorme na formação de cidadãos conscientes e ativos. Nossos políticos se preparam para dizer discursos bonitos e bem elaborados, mas infelizmente ficam nisso somente, sem perceber que o desenvolvimento da educação e da cultura tem o poder de gerar inclusão social bem maior que obras físicas.

Fiquemos então com Manuel Bandeira, que em 1921 já chamava a atenção para o trabalho infantil e escravo.

Meninos carvoeiros

Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.

(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles . . .
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!

—Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.

Petrópolis, 1921

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - o último canto

Michael Jackson nos disse:
"é possível cantar bem, dançar bem e ganhar dinheiro"
avalia Chico César.
"Só não sei se foi feliz"

Chico César, atualmente secretário de Cultura de João Pessoa (PB), avalia que o fato de Michael Jackson "ser negro, um negro bem sucedido, o desfavoreceu". E prossegue a análise de uma das estrelas mais fulgurantes do mundo pop (e do século 20):
- Houve uma vigilância grande contra ele. Nunca concordei com molestamento de criança, não sei se ele molestou. Ele não teve Igreja Católica pra defendê-lo. Mas, além dessa questão racial, fica esse vazio.
Foi um artista que emprestou sua vida a uma máquina de ilusão, desde pequeno, no Jackson Five.
O músico paraibano convida: "Agora é hora de celebrar o artista que mudou nosso tempo, visitar sua obra, dançar, nos alegrarmos com os discos produzidos por ele. Qualquer pessoa, de qualquer bairro do mundo, talvez até de países muçulmanos, já viu jovens imitando Michael Jackson. Adolescentes imitam Michael Jackson em clubes da periferia.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

E por falar em cidadania: Excelente a capa da revista Veja

Uma das melhores e mais históricas que já vi. Além de revelar a nossa maior pobreza, a política, nos dá a verdadeira feição dos nossos dirigentes.

Olha o que diz a Manchete:

“Basta de impunidade,
Nós, as pessoas comuns, lembramos aos senhores feudais de Brasília que: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza – Artigo 5º da Constituição”.

Olha o que o Presidente Lula falou:

“o senador (Sarney) tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”

Lembrei, nas minhas andanças pela Amazônia, do seu Gonzaga, um cearense cabra da peste, caboclo por convicção, que morava no médio Rio Jatapú, afluente do Rio Uatumã, que por sua vez é afluente do Rio Amazonas. Andava com uma espingarda ultrapassada e remava numa velha canoa da cidade de Urucará na margem do grande rio durante 18 horas e chegava a sua casa pra contar “pavulagem”. Como eram felizes aquelas noites do Jatapú, ouvindo suas inesquecíveis histórias. Muitas verdades e muitas mentiras. Era ótimo ficar ouvindo-o contar causos, acocorado no canto da sua cabana, onde eu morava de favor. Foi um dos melhores momentos da minha vida. Os trabalhadores da pesquisa vinham também à noite para ouvi-lo e ríamos muito. Fez história aquele velho da beira do rio.
Me pergunto: o seu Gonzaga era um homem comum, desses citados pelo presidente Lula? Há um grande equívoco aí, muito grande. O seu Gonzaga não. Homens "comuns" como esse estão recebendo de volta o tratamento do homem, do operário que elegeram, aquele homem comum como eles. O que fizeram com ele? Perguntaria o Seu Gonzaga. Lá em Brasília deve haver algum tipo de "mandinga" que muda os homens, diria ele, e com certeza pediria, daquele seu modo norte-nordeste:

Volta “cumpadi”, volta!!!

Enquanto isso, poetizava Caetano Veloso:

"Sou um homem comum, qualquer um, ensinando a si mesmo, que prazer viver como um homem comum."

Não podemos esquecer nunca:

Somos mesmo todos iguais, em todos os sentidos e isso é conquista de homens que realmente fizeram história e podem ser chamados de “Cidadãos do Mundo”.

Nilson Mesquita

sábado, 20 de junho de 2009

Cidadão Planetário - Mahatma Gandhi

Tenha sempre bons pensamentos.
Porque os pensamentos se transformam em suas palavras.
Tenha sempre boas palavras.
Porque as palavras se transformam em suas ações.
Tenha sempre boas ações.
Porque as suas ações se transformam em seus hábitos.
Tenha sempre bons hábitos.
Porque os seus hábitos se transformam em seus valores.
Tenha sempre bons valores.
Porque os seus valores se transformam no seu próprio destino.

Mahatma Gandhi - Responsável pela revolução e independência pacifista da Índia


quarta-feira, 17 de junho de 2009

E por falar em Cidadania - Artigo de Marcelo Tas sobre as mentiras de Sarney

O excelente jornalista e apresentador do CQC, Marcelo Tas, do qual assisti um ótimo debate no Instituto Endeavor, no dia 17 de junho de 2009, em São Paulo, emitiu a opinião abaixo, que me orgulho de divulgar aqui, pois acredito que são pessoas assim, que desmascaram abertamente encarapuçados eternos, que merecem estar na mídia e serem exemplos para nossos filhos e jovens. Parabéns Marcelo, que sua obra, seja sempre esse despertar da nossa sociedade tão sofrida e enganada.
“Ontem, Sarney, melancolicamente, gaguejando, discursou no Senado, pedindo que a sociedade o julgue, não pelos recentes atos da nomeação de familiares por atos secretos, mas pelos 55 anos da vida pública dele.
OK, senador, já que o senhor está pedindo, vamos lá. Em respeito ao tempo das pessoas que aqui passam vou resumir em três pontos minhas premissas:
1. Por ter apoiado a ditadura militar e... depois Tancredo e... depois FHC e... agora Lula, confirmando sua atuação como
radical de centro, um verdadeiro gafanhoto que se equilibra no poder segundo as conveniências para estar sempre desfrutando de benesses em nível federal e também...
2. Por tudo que o senhor já causou e ainda causa ao sofrido povo do Maranhão onde sua família está desde antanho no poder e também...
3. Por ter sido eleito senador pelo Amapá, estado onde o senhor não tem domicílio- o que, by the way, é contra a lei- apenas para criar mais um curral eleitoral e ampliar seu espaço de poder sobre o sofrido povo brasileiro...
Eis meu julgamento: Vossa Excelência está reprovado!
Marcelo Tas
17/06/09"

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sustentabilidade: uma escolha ética

Cada vez mais em evidência, o termo sustentabilidade abrange questões econômicas, sociais, culturais e ambientais. O conceito pode ser definido como a capacidade de desenvolver a atividade econômica atendendo as necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras. Envolve temas como o uso racional dos recursos naturais, reciclagem, ética e cidadania, entre outros. Até o final do século XX, o lucro era o único motor da economia. O resultado está aí: aquecimento global, altos índices de poluição dos rios e mares, devastação das florestas tropicais, inchaço dos centros urbanos etc. Para mudar esse quadro, surge o conceito de sustentabilidade, no qual empresas e indivíduos têm que se preocupar com as conseqüências de suas ações, até para garantir os lucros no longo prazo. Estudos e experiências recentes mostram que não há incompatibilidade entre crescimento econômico e responsabilidade social e ambiental. Muito pelo contrário: investir em tecnologias limpas e cuidados sócio-ambientais gera valor para as empresas, no longo prazo.

Fonte: Instituto Endeavor

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia do Meio Ambiente

“Necessitamos re-pensar e mudar com criatividade e imaginação os valores pelos quais vivemos, as escolhas que fazemos e as ações que praticamos.”

Declaração de Ahmedabad – Índia, 2007
IV Encontro de Educação Ambiental




Paisagens Amazônicas (ainda!!) às margens do Rio Caeté, localidade Suvaco da Cobra, município de Capanema, Pará, Brasil

Março 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cidadão Planetário

“Estamos todos aqui neste planeta, por assim dizer, como turistas, nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar aqui são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui, deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo positivo e útil. Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar este tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, os animais e o meio ambiente. O mais importante de tudo é ser uma boa pessoa”

Dalai – Lama
Lider Espiritual do Tibet exilado no Paquistão pela repressão da China, luta pacíficamente pela independência do seu país

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Importância da Responsabilidade Social para as empresas

Cada vez mais os mecanismos nacionais e internacionais de financiamento exigem como contrapartida o enquadramento das empresas a normas e padrões internacionais de gestão e formas de atuação em projetos sócio-ambientais.
O termo responsabilidade social começou a se disseminar, no Brasil, na década passada. Inicialmente algumas empresas criaram seus departamentos de responsabilidade social, hoje cerca de 96% das grandes empresas adotaram essa prática.
Segundo dados do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, no Brasil inteiro, mais de 70% das firmas dedicam parte de seu tempo – e dinheiro – para atividades sociais, investindo cerca de R$4,7 bilhões por ano em ações comunitárias. Esse montante equivale a 0,43% do PIB nacional – Produto Interno bruto, representando R$1,2 bilhões a menos que o maior programa social do governo, o Bolsa-Família, em 2004.
As ações das empresas funcionam em torno de estratégias de combate á fome, (políticas estruturais e políticas específicas), a área da educação buscando priorizar a melhoria na política interna e apoio a projetos com escolas e instituições públicas, no social apoiando as políticas de inclusão social, juntamente com ações relacionadas com meio ambiente atuando na minimização dos resíduos (reciclagem), estabelecendo princípios ambientalistas, reduções de poluição/novas tecnologias, reutilização de recursos naturais (ex: água), otimização do uso de energia.
A educação tem sido prioridade na ação das empresas. No censo da ONG GIFE em 2004, ficou evidenciado que 87% das empresas associadas investem em projetos educacionais; 54% em cultura e artes; 48%, em desenvolvimento comunitário e 43%, em assistência social. Fernando Rosseti, diretor do GIFE afirma que: “olhando os desafios dos Objetivos do Milênio, observamos que educação é a chave para o sucesso”.
Atualmente já existem evidências claras de que o investimento das empresas em Responsabilidade Social trás benefícios importantes, tais como:

  • Benefícios tangíveis
    o redução de custos
    o melhoria de produtividade
    o crescimento de receitas
    o acesso a mercados e capitais
    o melhoria do processo ambiental e da gestão de recursos humanos
  • Benefícios intangíveis da RSE
    o valorização da imagem institucional
    o maior lealdade do consumidor
    o maior capacidade de atrair e manter talentos
    o capacidade de adaptação
    o longevidade e diminuição de conflitos


Portanto, a sobrevivência e o crescimento de uma empresa neste cenário atual e futuro, estão na dependência de sua capacidade em atender, com competência, as necessidades e expectativas do seu ambiente de atuação. No processo de produção de bens e serviços, as empresas também produzem resíduos, sejam eles tangíveis – poluição, por exemplo – ou não – desatenção com os clientes, comportamento antiético etc. Por isso, a atuação socialmente responsável das empresas entra no julgamento que o ambiente faz a respeito de sua competência.

Fonte: Fundação Getúlio Vargas, com adaptação Nilson Mesquita