domingo, 28 de março de 2010

Imagens e paisagens do Amapá

Pequenos quartos vazios

O pescador

Beira do Rio Araguari

Samaumeira no Igarapé Munguba

"A Samaumeira, a árvore considerada rainha da floresta.
De crescimento relativamente rápido, a samaumeira pode alcançar mais de 40 metros de altura, é
possuidora de propriedades medicinais e tem capacidade de reter água potável dentro do tronco.
Entre milhares de árvores, a samaumeira é uma das mais altas da Amazônia. De tronco grosso, tem espinhos nos galhos, raízes tubulares e as sapopemas que permitem o crescimento nas florestas da várzea.
Além dos poderes medicinais a samaúma é considerada pelos caboclos, uma árvore que possui poderes mágicos que protege as árvores e demais habitantes da floresta dos ambiciosos destruidores. Segundo a lenda, os poderes mágicos afastam e amedrontam quem entra na floresta mal-intencionado, pois segundo a população ribeirinha, a floresta gosta de servir ao homem, mas não de ser explorada."

Tucandeiras

As Tucandeiras são pequenas feras da floresta. Além de gigantes para as formigas (chegam a mais de 3 cm), possuem um ferrão temido. Enquanto as outras formigas podem incomodar, essa fere mesmo. Parente razoavelmente próxima das vespas (de que as formigas se originam), lembra bem essas primas na hora de se defender. Uma ferida pode inchar espantosamente o membro machucado e doer 24 horas ou mais. Mas lembre bem! Se não perturbar a Tucandeira, ela não perturbará você.

Espinhos da mata

Como se fossem lágrimas

Choro branco das árvores

Cerrado

O Cerrado é um tipo de vegetação caracterizado por árvores baixas, retorcidas, em geral dotadas de casca grossa e suberosa, espaçadas, e que leva por baixo tapete de gramíneas.

Capim do cerrado


Abraço por cima

Abraço na mata

Abraço apertado na mata

Passeio no Rio Araguari

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quase 900 milhões sem acesso a água potável


Os objetivos traçados pela ONU há 10 anos estão longe de serem atingidos, mas o novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nota os avanços no que diz respeito ao acesso à água potável, com 87% da população com acesso hoje em dia a esse bem essencial.
Já quanto ao saneamento básico, a situação é bem diferente. “Vale a pena chamar a atenção sobre algo que é tão óbvio que quase dá vergonha dizer em 2010. Sem água potável e saneamento básico, não há nenhuma base de saúde pública que possa se desenvolver. Se não acabarmos com essa situação, nunca vamos arrancar esses povoados da pobreza”, disse à agência Efe a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira. “É preciso uma mudança cultural para que o saneamento seja considerado uma necessidade tão clara e tão óbvia como o é o acesso à água potável”, acrescentou.
Um terço das pessoas que não têm acesso à água limpa vive na África Subsaariana, onde 40% da população sofre com essa situação. Por outro lado, metade das pessoas que ganharam acesso à água desde o começo dos anos 90 está na Índia e na China.
Apenas metade da população dos países em desenvolvimento tem uma casa de banho, uma latrina ou uma fossa sética de uso doméstico. Os maiores progressos nesse campo nos últimos anos foram registados no norte da África e em regiões do leste e do sudeste da Ásia. O hábito de defecar ao ar livre ainda é praticado por um sexto da humanidade.
Segundo os resultados do relatório, o mundo alcançará o objetivo do Desenvolvimento do Milenio de cortar pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável em 2015, mas fracassará em fazer o mesmo em relação aos serviços de saneamento.

Fonte Revista Fórum

Adaptação Nilson Mesquita

domingo, 14 de março de 2010

Paisagens de março 2010

Vista do Rio Araguari, cidade de Ferreira Gomes Amapá

Trapiche na orla de Macapá/AP

Ilha no Rio Araguari em frente a cidade de Ferreira Gomes, Amapá

Palmeira na estrada do Parque Aquático (Jazida B-9 CIBRASA) em Capanema/PA

Pnud quer que países ricos cumpram promessa

Meta é reduzir pobreza extrema
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, pediu aos países ricos para cumprirem promessa de ajuda às nações menos desenvolvidas, em busca do alcance das metas do milênio para erradicação da pobreza global.
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O apelo foi feito durante a ‘Conferência Agenda 2010: Virada na Luta contra a Pobreza’, que aconteceu na capital britânica.
“A chefe do programa da ONU, Helen Clark, lembrou que muitos países já conseguiram resultados expressivos no combate à pobreza.
Ela citou o caso da Etiópia, que triplicou a rede de escolas primárias desde o ano de 1990. Lembrou também que o Malauí foi capaz de reduzir em 40% a taxa de mortalidade infantil no grupo de crianças de até cinco anos de idade.
Apesar disso, Clark lembrou que mais de um bilhão de pessoas ainda passam fome em várias regiões do planeta. Segundo ela, se não houver parcerias com países desenvolvidos, as condições de vida nesses lugares terão um retrocesso em vez do avanço previsto há uma década.
Os ‘objetivos do milênio’ foram definidos pelos países-membros da ONU em 2001. A ideia era erradicar a pobreza do planeta até 2015. A cinco anos da data anunciada, a crise financeira internacional trouxe dificuldades aos trabalhos, mas segundo Clark, ainda é possível cumprir a meta”.
A Conferência de Londres antecede a Cúpula Especial sobre as Metas do Milênio que vai acontecer em Nova York em setembro.


Marcelo Torres, da Rádio ONU
Adaptação Nilson Mesquita

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tudo o que é bom se faz lentamente


Em uma cultura global, dominada pela impaciência da juventude e alimentada por cadeias de fornecimentos rápidos, tudo precisa ser feito de imediato. Mas, justo quando parece que a perversa velocidade contagiou todo o planeta, brotam movimentos para pisar no freio e saborear lentamente os prazeres simples da vida, precisamente naquelas culturas mais vinculadas à aceleração, enquanto antigas civilizações orientais como as da China e Índia, amplamente presas na pobreza e no atraso tecnológico, se colocam em marcha e varrem séculos de lenta vida aldeã com um frenético desenvolvimento industrial.
Mas as sociedades ocidentais, há muito tempo viciadas na velocidade, estão presas em uma vida alterada pela recessão, que está forçando muitos a permanecerem em suas casas. O que uma vez foi uma ansiosamente aguardada aventura, a viagem aérea, se transformou em uma experiência cara. Cozinhar em casa, cuidar do jardim, e a quase esquecida arte da conversação são coisas que estão voltando a ser populares. O desemprego e o subemprego estão invertendo as prioridades da maioria dos norte-americanos das classes média e trabalhadora.
Algumas dessas mudanças foram forçadas pelas inconsistentes condições de vida. Mas também há movimentos conscientes da necessidade de mudança. Os que defendem a lentidão apontam como antecedente o movimento slow food (literalmente comida lenta), fundado na Itália por Carlo Petrini nos anos 80, durante a campanha para evitar que o MacDonald’s se estabelecesse nas proximidades das escadarias da romaníssima Piazza Spagna. Os defensores desse movimento são a favor de uma agricultura sustentável e mais localizada, uma criação de animais mais compassiva e maior desfrute do sabor.
Desde então, não só proliferou o slow food como também a viagem lenta, a arte lenta, o desenho lento e, inclusive, o sexo lento. Como disse alguma vez a atriz do cinema mudo Mae West, “todas as coisas que valem a pena devem ser feitas lentamente”. Carl Honoré, cujo livro “Elogio à lentidão” foi o primeiro que reuniu os díspares fios deste movimento em vias de expansão, ressalta que elogiar a lentidão não significa rejeitar a tecnologia avançada nem uma resistência lúdica a todas as coisas novas e rápidas. Trata-se, sim, de encontrar um equilíbrio entre rápido e lento, entre movimento e quietude. Deste modo, por exemplo, podemos usar as inegáveis vantagens das comunicações instantâneas para reduzir a necessidade de nos movermos de lugar em lugar.
O movimento “Recupere seu tempo”, com base em Seattle, propõe retomarmos o controle de nossa vida, alienada pelo ritmo acelerado da sociedade atual, e diz que isso servirá para reduzir nosso próprio impacto sobre o meio ambiente, para melhorar a saúde pessoal e pública e economizar dinheiro. O coordenador desse movimento, John de Graaf, demonstra que, apesar dos entrechoques causados pelas crises econômicas, durante elas ocorrem melhorias tanto na saúde pessoal como na pública. Por exemplo, para 1% de aumento do desemprego corresponde meio ponto percentual de redução da taxa de mortalidade. E o maior crescimento da média de expectativa de vida dos norte-americanos – seis anos – aconteceu durante a Grande Depressão dos anos 30.
Além disso, durante a atual recessão nos Estados Unidos, houve um bom aumento de participantes em trabalhos voluntários, 40% de crescimento na jardinagem doméstica e 30% de redução no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito (menos dez mil mortos por ano), com 10% de desemprego e subemprego de 7%, a semana de trabalho média é de 33 horas, o menor nível desde 1964. Com menos veículos em movimento há menos contaminação ambiental e menos casos de asma.
Até há pouco tempo o movimento slow era em grande parte integrado pelos que têm tempo e meios para desfrutar do lazer. Mas a Grande Recessão pode levar muitos norte-americanos mais, e outros que compartilham sua cultura, a explorar modos de ser e fazer mais lentos e menos consumistas. Para os ocidentais viciados na velocidade, são potencialmente enormes os benefícios em matéria energética, ambiental e sanitária que um ritmo pausado pode lhes proporcionar. Mas, tais efeitos no Ocidente têm como contrapartida a súbita aceleração das economias e culturas no Oriente.
A Europa ocidental está há décadas adiantada com relação à América do Norte em sua mudança para a lentidão. Tendo sofrido séculos de guerras, revoluções e industrialização, os europeus lançaram um coletivo suspiro de tristeza e ao mesmo tempo de alívio depois das perdas da Segunda Guerra Mundial, e adotaram um estilo de vida mais repousado. Diante do declínio de seu caráter de superpotência, os Estados Unidos estão por experimentar uma definitiva redução de seu papel no mundo. Para alguns a amargura, o ressentimento e uma rejeição para enfrentar os fatos provocou o estímulo de uma desafiante mentalidade de “pisar fundo no acelerador”. Mas, para muitos outros, a desaceleração é uma oportunidade para baixar o ritmo e saborear coisas que se perderam durante gerações de febril atividade. IPS/Envolverde
(*) Mark Sommer é jornalista e colunista norte-americano, dirige o programa de rádio internacional A World of Possibilities (www.aworldofpossibilities.com).
(IPS/Envolverde)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Arraial do Pavulagem – Um legítimo representante da cultura paraense

Neste dia 07 de fevereiro, numa manhã ensolarada, com nuvens brancas circulando preguiçosamente no céu, vi e me orgulhei de uma das maiores manifestações da cultura paraense. Trata-se do “Arrastão do Peixe Boi”, uma grande passeata dividida em três ou quatro blocos de alegres brincantes cada um com suas formidáveis baterias e instrumentos musicais. À frente puxando a turma, o ônibus da ONG “Rádio Margarida” que presta um relevante serviço às comunidades levando alegria e cultura aos bairros de Belém. Carimbó e Bumba Meu Boi, são os principais ritmos da trupe, com variações diversas e maravilhosas. Saindo da Estação das Docas, seguimos pelo Ver-o-peso, passando pela praça do relógio, Praça da Sé, entrando pela Cidade Velha e concentrando-se finalmente na Praça do Carmo. Vi com satisfação a “dança dos ancestrais”, onde todos circulando no anfiteatro da praça em múltiplas voltas seguiam sorridentes e orgulhosos lembrando nossos avós indígenas. A coreografia foi emocionante, digna representante das grandes tribos, dos índios tão sofridos e perseguidos na história do Brasil. Logo após, formou-se a roda de carimbó, onde todos se manifestaram com desenvoltura e sempre com muita felicidade. Havia em redor da praça exposição e venda de artesanato paraense, comidas típicas, CDs e vídeos de artistas da nossa terra, entre outras coisas.
Importante ressaltar a presença de uma maioria jovem e da grande consciência cultural e de cidadania dos participantes. A presença de Ronaldo Bastos (compositor e artista paraense reconhecido) levando palavras de incentivo a cultura do Pará foi especial e aplaudida efusivamente.
Importante lembrar que o Peixe Boi é um animal em risco de extinção e o Arraial do Pavulagem é uma ONG com vários trabalhos de apoio a comunidades socialmente vulneráveis mostrando também que o movimento contribui sobremaneira na visão e consciência ecológica e social da população.



domingo, 17 de janeiro de 2010

Todos os jeitos de crer - 21 de janeiro – Dia nacional de combate a intolerância religiosa



No Brasil temos a alegria de sermos um país pouco dado ao fundamentalismo religioso.
Infelizmente não podemos dizer que é uma unanimidade, porém já avançamos bastante quando tratamos da questão intolerância religiosa.
Há uns vinte anos atrás me encontrava em Porto Velho, Rondônia, em plena febre do ouro, onde bairros inteiros surgiam da noite para o dia. Certo dia, da carroceria de um caminhão, observei um pastor em um púlpito de madeira velha e apenas dois bancos rústicos à frente onde estavam sentadas duas senhoras que prestavam atenção a pregação de forma comoventemente compenetrada. Não havia ali um teto para acomodar o pequeno grupo de três, que de tão envolvidos nas suas orações nem percebiam nossa admiração, parados ali, olhando extasiados para aquela demonstração de fé e esperança. Um amigo no nosso grupo, chorava emocionado, e dizia-nos: - aqui nasce um templo onde o amor e a esperança, a paz e a harmonia e principalmente a força do ideal será sempre a base para todas as ações dos crentes desta casa.
Acompanhei por mais ou menos dois anos aquele “micro templo” transformando-se num grande templo religioso com seus adeptos e suas bíblias entrando e saindo orgulhosos com a garantia de poderem exercer com liberdade sua opção religiosa. O meu amigo dizia, empolgado: Lindo! Lindo! Lindo! Realmente valeu muito a pena observar o desenrolar daquela história de determinação e fé naquele bairro longínquo e pobre.
O grande Francisco de Assis ficou extremamente aflito quando, continuava ouvindo insistentemente aquela voz divina, após construir com um enorme esforço a sua primeira igreja, carregando pedras pesadas, com os pés descalços: - Francisco constrói a minha igreja! Mas como, se ele acabava de construir e estava tão cansado de tanto trabalhar! Nesse dia caminhava por uma pequena estrada refletindo intensamente que nem prestou atenção no homem que passava por ele lhe pedindo ajuda. Apenas colocou umas moedas em suas mãos e continuou sua caminhada. Andou alguns metros, matutando, mas derrepente parou assustado, pois percebeu que as moedas tinham caído ao chão, voltou rapidamente e o homem ainda permanecia de pé, no mesmo lugar, estático, sem ação. As moedas haviam caído, simplesmente porque ele não tinha mãos, a hanseníase as havia consumido. Francisco muito compadecido e com aquele amor que lhe era peculiar olhou o homem, um trapo humano, vestes em frangalhos, um capus sobre a cabeça escondia-lhe o rosto, no lugar das mãos e pés apenas panos velhos enrolados, estava ali um ser humano em total miséria. O santo de Assis chorava copiosamente e jogou-se de joelhos aos pés do homem e o abraçou com todas as suas forças. Pegando-o pelos braços seguiram juntos para o campo onde Francisco nunca mais ouviria a voz que lhe dizia para construir sua igreja, finalmente ele entendera a orientação divina. A igreja não era material, não tinha paredes, nem altares, nem tapetes, ela estava no coração, onde o amor dormia muitas vezes esperando a atitude de seu dono na direção do bem.
Desde que existe no mundo, o ser humano sempre teve algum tipo de religião. Deuses, espíritos, forças da natureza – em todos os tempos, a humanidade acreditou em alguma coisa.
Geralmente as pessoas procuram na religião a resposta a certas perguntas que todo ser humano gostaria de ver respondidas: porque existe o mundo? Quem criou o universo? Para que nascemos? Existe vida depois da morte? .... Sentem medo; outras vezes, experimentam amor, adoração, emoção para algo invisível. Sentem que, além daquilo que podem ver, ouvir e tocar, existe esse “algo”. É esse “algo” – misterioso e comovente – que faz parte das religiões.
Assim entendemos posturas e histórias como daquele pastor de Porto Velho e de Francisco de Assis, entre tantos exemplos pelo mundo e história da humanidade.
O mais importante de tudo é que as religiões nos ensinam uma forma melhor de viver. Elas nos dão princípios. Solidariedade, amor ao próximo, piedade e justiça, por exemplo, são idéias que as religiões em geral ensinam ao ser humano que ele é capaz de melhorar, ser mais feliz, conquistar a si mesmo e ser mais solidário com o outro!
Porque então as guerras religiosas em nome de Deus? E aquelas pessoas que seguem uma religião e mesmo assim são pessoas que praticam o mal e são desonestos? Isso quer dizer que as religiões são ruins? Não; de modo algum! É que às vezes as pessoas estragam as coisas mais sagradas. A responsabilidade é delas e não das religiões.
Dia 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e é um dia que nos remete a uma reflexão de grande importância nos nossos dias, pois ainda há um grande desconhecimento do papel de cada um como ser humano com sua crença que respeita a crença do outro. A constituição brasileira de 5 de outubro de 1988, em seu artigo 5º diz: (...) no parágrafo VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.
Existem mais de 40 mil nomes de crenças e de idéias religiosas em todas as épocas da humanidade entre todos os povos que vivem e já viveram no mundo, vejamos as de maior número de adeptos atualmente:

Cristianismo: 2 bilhões
Islamismo: 1,3 bilhão
Hinduismo: 900 milhões
Budismo: 360 milhões
Tradições chinesas: 225 milhões
Tradições indígenas: 150 milhões
Tradições africanas: 95 milhões
Judaísmo: 13 milhões
Não seguem nenhuma religião: 850 milhões

Martinho Lutero, o grande reformista afirmou: “A fé é livre e ninguém pode ser obrigado a crer”, frase universal e tão atual que precisa continuar sendo formulada incansavelmente em todos os templos e atividades religiosas independentemente da crença.

Veja nos próximos dias aqui neste site mais informações sobre algumas importantes religiões no mundo.

Por Nilson Mesquita
Apoio bibliográfico Dora Incontri e Alexandro Bigheto

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Mundo



O Mundo

Zeca Baleiro
Composição: André Abujanra

O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé à milaneza
tem coreano, japones, japoneza

O mundo é uma salada russa
tem nego da Persia, tem nego da Prussia
O mundo é uma esfiha de carne
tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
Açucar é doce, o sal é salgado

O mundo - caquinho de vidro -
tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que voce me trata mal
se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal
se eu só te faço bem?

(Repete tudo)

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas linguas

sábado, 19 de dezembro de 2009

COP 15 – Faltou visão solidária planetária


Infelizmente a Conferência do Clima em Copenhagen na Dinamarca está sendo considerada um grande fiasco histórico. A incompetência e o egoísmo foram as grandes marcas daquela que estava sendo considerada uma grande esperança para bilhões de seres humanos envolvidos nas mais diversas situações de pressão do meio ambiente sobre o homem. Os Estados Unidos, país considerado como o grande poluidor de todos os tempos não se comprometeu com nada, ficou à margem da sociedade humana como se fosse um planeta à parte, Barack Obama Prêmio Nobel da Paz, um ícone da esperança dos últimos anos fez um discurso pífio e desidratado, sem oferecer nem se comprometer com absolutamente nada. Os países Árabes por sua vez apresentaram uma ridícula exigência de serem indenizados pelas perdas causadas com a diminuição do uso de combustíveis fósseis, quando do aumento do uso de energias renováveis como a energia eólica, entre outras. Países da América latina como a Venezuela, Bolívia e Cuba ficaram mais preocupados com a política, fazer oposição e criticando os EUA do que com o objetivo principal da conferência. Importante ressaltar que o Brasil foi um dos grandes responsáveis pelo que sobrou de bom do encontro, pois foi desde o início, ou até muito antes, um dos países que demonstrou maior boa vontade em contribuir com os acordos, e foi reconhecido quando o Presidente Lula foi aplaudido por quatro vezes em seu último discurso que por sinal foi mais um desabafo sincero do que algo elaborado e calculado.
As ONGs ficaram amplamente decepcionadas com os resultados da conferência, veja abaixo:

“Para Avaaz, o documento é um "fracasso histórico" que representa o "colapso dos esforços internacionais" de assinar um acordo vinculativo que possa "deter a catastrófica mudança climática".
"O acordo está muito longe de ser justo, não é vinculativo e nem ambicioso", criticou o diretor da campanha global da organização, Ricken Patel, que reprovou que o acordo tenha sido selado por só "quatro países" em alusão aos EUA, China, Índia e África do Sul.
Atribuiu a responsabilidade pelo fracasso de Copenhague a Washington e Pequim, responsabilizando americanos e chineses por "compartilharem sua determinação de produzir um acordo débil em Copenhague".
"Cada país pagará o preço pela avareza e pelo governo imperfeito destes dois países", afirmou.
Por sua parte, a Amigos da Terra, classificou o acordo de Copenhague como "fracasso abjeto".
"Ao atrasar a ação, os países ricos condenaram milhões de pessoas, a maioria delas as mais pobres do mundo, à fome, ao sofrimento e à perda da vida conforme a mudança climática se acelera", apontou o presidente da entidade, Nnimmo Bassey.
Assinalou que sente "nojo" pelo "fracasso dos países ricos" na hora de fixar objetivos ambiciosos e acusou o bloco industrializado de "acossar" os países em vias de desenvolvimento a "aceitar menos" do que merecem.” Folha de São Paulo.
Portanto, apesar de tanta expectativa gerada, temos que aceitar o fracasso e aguardar que a COP-16 no México venha logo e com sentimentos mais nobres por parte dos países ricos e poluidores. A parte de cada ser humano é continuar sua luta particular contribuindo dia a dia para que o meio ambiente no seu entorno melhore e seja preservado, assim como a sociedade se torne mais justa.

Por Nilson Mesquita

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Coferência do Clima na Dinamarca – Tão longe e tão perto


A COP-15 – Conferência das Partes sobre o Clima, no período de 07 a 18/12/2009, em Copenhagen na Dinamarca nos parece algo tão distante que não nos causa preocupação. Na verdade nos deparamos aí com o velho hábito do imediatismo brasileiro que tem nos levado muitas vezes a nos surpreendermos com o futuro nas portas do presente e outras vezes vendo o bonde da história passar. No mundo globalizado de hoje, onde as informações são instantâneas, não podemos mais nos dar o direito de ficarmos ao largo vendo os acontecimentos nos engolirem. Ah! Estamos em Capanema no estado do Pará, cidade tão pequena, deixemos essas preocupações com os grandes líderes mundiais. Uma das coisas que chama a atenção é que a partir de agora cada vez mais o cidadão precisa ter não somente uma conduta local, mas também mundial, pois o comportamento, o hábito de qualquer comunidade em qualquer parte do mundo tem uma influência planetária. Lembramos que estamos em plena Amazônia, talvez o maior patrimônio ambiental do planeta Terra, a região que mais tem chamado a atenção da humanidade por tratar-se de uma das últimas fronteiras entre a biodiversidade, a vastidão do verde com seu imenso estoque de oxigênio e capacidade de absorção de Gás Carbônico e a desenfreada devastação ambiental onde o ser humano comporta-se como verdadeiro vampiro do seu próprio sangue, a natureza.
O grande dilema é que precisamos continuar o desenvolvimento econômico evitando o crescimento da fome e da pobreza, porém sem agressão do meio ambiente. Está aí justamente a idéia da sustentabilidade que se torna hoje a palavra chave para as ações de ordem econômica, sociais e ambientais, sejam internacionais, federais, estaduais ou municipais.
A lucratividade desmedida do capitalismo selvagem ainda tão evidente nas ações empresariais deve cair por terra dando lugar à sustentabilidade onde a Responsabilidade Socioambiental é o principal sustentáculo.
Uma nova economia está nascendo, onde a energia deve ser renovável, o lixo ou resíduos reciclados, o empresário deve olhar o seu entorno e colaborar com a comunidade onde sua empresa está inserida e contribuir para que o meio ambiente seja sempre protegido, o consumidor deve exigir e só comprar produtos sustentáveis.
A nossa parte, cidadãos comuns, é de participar desse processo de forma integral, protagonizando a proteção do planeta de onde estivermos, pois não há mais lugar para a alienação e mesquinharias, não é questão também de caridade ou solidariedade, agora só a unificação de ações globais pode salvar o planeta, não esquecendo que nossa pequena Capanema é parte importante e vibrante desse processo.
Lá em Copenhagen, na Dinamarca, a sociedade civil briga do lado de fora dos grandes salões de debates, pois como diz um cartaz da ONG Greenpeace, “não precisamos do discurso de grandes políticos, mas das ações dos grandes líderes”.

Nilson Mesquita