quarta-feira, 26 de maio de 2010

As usinas do Rio Tapajós em debate na Cartilha


Criada com o intuito de sensibilizar as populações da região do Tapajós de maneira educativa, a Cartilha em Defesa do Rio Tapajós ilustra as verdades e mentiras sobre a construção de cinco hidrelétricas na Amazônia pelo governo federal. O documento está sendo distribuído para movimentos sociais e comunidades que devem ser atingidas pelas hidrelétricas, e foi alvo de uma polêmica na mídia nacional.

Acusada de incentivar a violência, elucidando possíveis brutalidades por parte dos povos indígenas da região, a cartilha foi condenada pelo jornal Folha de S. Paulo por ser negativa e incriminadora. Nesta entrevista, concedida por telefone, padre Edilberto Sena, idealizador do documento e coordenador da Rádio Rural AM de Santarém no Pará, diz que uma eventual reação violenta por parte dos Munduruku seria apenas uma resposta à maneira como o governo federal vem lidando com esta questão, sem qualquer tipo de diálogo e preocupação com o povo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Como foi o episódio em que a Folha noticiou a Cartilha em Defesa do Rio Tapajós?

Edilberto Sena - Alguém do jornal Folha de São Paulo viu alguma informação sobre nossa cartilha e me telefonou pedindo esclarecimentos. Perguntou se eu era, de fato, um dos membros do Frente em Defesa da Amazônia, um movimento popular de nossa região, e se fazíamos parte da produção da cartilha. Expliquei que sim, que nossa cartilha tem uma função educativa para sensibilizar as populações da região, já que o governo está fazendo um trabalho sorrateiro para implantar hidrelétricas no Rio Tapajós, sem negociar e dialogar com o povo.

Desde 1996, a Eletrobrás, através da Eletronorte, vem estudando e articulando para fazer este projeto. A pessoa da Folha de São Paulo disse que achava a cartilha muito pesada e que estávamos incentivando o crime. Perguntei se esta pessoa aceitava que eu escrevesse uma explicação dos motivos de nossa cartilha ser inocente. Aí, fiz a carta para o jornal, dizendo que, no entendimento do coletivo da região, sentimos que quem está sendo criminoso é o governo federal, que quer implantar cinco mega-hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós sem levar em consideração nossas culturas e vidas. Lamentavelmente, o primeiro articulista (João Carlos Magalhães) fez uma menção muito rápida sobre o que eu disse. O que mais foi comentado é que a cartilha é negativa e incriminadora. O outro articulista, Cláudio (Ângelo), foi quem colocou mais informações da carta.

IHU On-Line - Na sua carta-resposta, o senhor diz que qualquer atitude de inconformismo de movimentos sociais é logo considerada insubordinação à ordem democrática. Como isso acontece em relação ao movimento contra as hidrelétricas no rio Tapajós?

Edilberto Sena - Estamos sendo agredidos, principalmente, em nossa região, no oeste do Pará. A situação é muito grave. Somos agredidos pelas madeireiras, pelos plantadores de soja que vieram do Mato Grosso do Sul, e pelas mineradoras estrangeiras, como a Alcoa, a Rio Tinto, a Mineração Rio do Norte. Essas empresas estão nos agredindo, dizendo que somos preguiçosos, que caboclo não sabe aproveitar a riqueza que tem. Por último, vem o governo federal e, subserviente a essas grandes empresas, decide implantar essas hidrelétricas na região, tanto no Rio Xingu, que é vizinho nosso, como no Rio Tapajós.

Nos sentimos agredidos. A Amazônia é tratada pelo governo central e pelas grandes empresas, tanto do sul quanto do estrangeiro, como uma colônia, do mesmo jeito que o Marquês de Pombal tratava nossa região. Eles chegam aqui, tomam conta, mudam de nome, como se fôssemos uma colônia de pessoas sem raciocínio. Sentimos, também, que o próprio governo federal, que elegemos por dizer que ia mudar o modelo de administração da nação brasileira, trata os povos da Amazônia como descartáveis.

O Presidente da República chegou a dizer que os obstáculos ao crescimento econômico do Brasil são os indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas, as ONGs e até o Ministério Público Federal. Comparo, em menor escala, nossa polução com o povo palestino diante de Israel, que os trata como descartáveis. Nosso governo e as grandes empresas esquecem que são 25 milhões de seres humanos que vivem na Amazônia. Eles querem que fiquemos calados, de braços cruzados e democraticamente subservientes.

IHU On-Line - O governo federal não fez nenhum contato com os povos da região?

Edilberto Sena - Pela lei brasileira, um parque nacional é uma área sagrada e intocável, só se pode entrar lá para fazer turismo guiado e pesquisa orientada. O conselho nos convidou para uma conversa junto à Eletronorte em Itaituba. Vieram três engenheiros da Eletronorte, dois de Brasília e um de Manaus, e dialogamos na mesa redonda. Eles nos mostraram seu lado, e mostrei nossa preocupação e os dados, que também estão em nossa cartilha. Os engenheiros se calaram e não toparam o desafio de dialogar. Eles nos mostraram um documentário chamado “Complexo Tapajós”, que, para nós, é uma indignação. É tecnicamente bem feito para iludir os desavisados. Fui mostrando como tudo aquilo é mentira, essa história de escadinha para peixes, de plataforma, de impactos mínimos e de recuperação da floresta. Eles querem que engulamos isso.

Depois o conselho pediu que nos afastássemos. Ele se reuniu e decidiu que irá defender o parque nacional de acordo com a Constituição brasileira, não de acordo com os truques do Ministério de Minas e Energia. Posteriormente, eles foram à Câmara de Vereadores de Itaituba com a Eletronorte. A Eletronorte pega esse vereadores, que já têm um passado triste porque venderam o direito de isenção à fábrica de cimento Caima, coloca-os em um avião, leva-os para Itaituba, mostram a eles as belezas da cidade. Os vereadores de Itaituba, que terão de assinar uma licença de trabalho, estão aplaudindo. Após isso, a Câmara de Vereadores de Santarém, vendo que a coisa estava sendo discutida, convocou a Eletronorte e a nós para um debate na câmara. A Eletronorte não compareceu, fiquei falando sozinho, mas aproveitei para falar sobre as informações que temos. É isso que o governo federal está infligindo para o norte.

Um vereador me disse que viu as difamações, ficou impressionado e estava disposto a tirar dinheiro do próprio salário para ajudar a montar uma cartilha que sensibilizasse a população sobre o que está acontecendo. Outros resolveram ajudar, como os grupos dos Franciscanos, dos Padres do Verbo Divino, nosso próprio grupo, e a ONG Fase, de Belém. Assim montamos esta cartilha que está sendo divulgada. O que sentimos hoje é que não há diálogo por parte do governo. Apenas alguns sites na Internet têm mostrado quais são os planos que o governo tem para nossa região.

IHU On-Line - A Cartilha em defesa do rio Tapajós sugere alguma reação às hidrelétricas?

Praia em Santarém, Pará

Edilberto Sena - Não vamos organizar um exército ou uma guerrilha porque nosso povo é muito pacato. O que queremos com nossa cartilha é que as populações, primeiramente, se deem conta do que estão Praia em Santarém, no Pará armando para nós. Depois de construir uma barragem -só a primeira tem 36 metros de altura-, o Rio Tapajós será estancado, e isso irá atingir até as belas praias de Santarém. Tem uma foto na cartilha mostrando a cidade de Santarém no verão passado, quando o Rio Amazonas domina o Rio Tapajós e invade a frente da cidade com água barrenta. Imagine se fizerem de fato uma barragem fechando o Rio Tapajós e deixando escorrer a água só pelo buraco de cima da turbina. Deste modo, irá atingir todas as praias até Santarém. Estamos tentando ilustrar, também, para as pessoas mais simples e de periferias.

A pedido do SESC, fiz uma exposição para pessoas que estavam participando de uma reunião da associação. Eram pessoas humildes e simples. Levei o documentário bandido do governo e a cartilha. Pedi para um leigo ler a carta dos índios Munduruku. Na medida em que as pessoas leem isso, vão vendo a seriedade da informação e confiando na nossa reputação de informantes. E esse é só o primeiro ponto de nossa cartilha.

IHU On-Line - E qual é o segundo?

Edilberto Sena - O segundo é que, despertando a consciência, a cartilha amplia a Aliança Tapajós Vivo. As pessoas que tomam consciência se unem nessa luta para que tentemos empatar esse desastre econômico, social e ecológico em nossa região. Teremos que fazer alguma forma de empate, seja fechando o rio, bloqueando as rodovias, contanto que a sociedade brasileira, que fala da preservação da Amazônia, compreenda o que acontece conosco assim como a situação de Belo Monte. Estou maravilhado com o pessoal do sul, do nordeste e até do estrangeiro, que se dá conta da situação de Belo Monte. O que me deixa triste é o presidente, que já andou na Amazônia enquanto era candidato, que já foi um flagelado do nordeste, simplesmente nos considerar descartáveis.
Nossa energia hoje vem de Tucuruí. Para nossa surpresa veio um alemão querendo fazer um documentário sobre Tapajós. Quando ele chegou à comunidade de São Luiz, viu os postes de rua e perguntou o que eram. Era a energia de Tucuruí, que já chega no alto do Tapajós. Aí perguntam por que vão fazer outras hidrelétricas se já temos energia abundante. É isso que queremos com nossa cartilha, conscientizar.

IHU On-Line - Em que fase está o projeto de construção das hidrelétricas no rio Tapajós?

Edilberto Sena - O que sabemos é o que anuncia Tomas Kim, da Eletrobras, que, ainda no ano de 2010, eles irão fazer a abertura do leilão das hidrelétricas do Tapajós. Eles já fizeram os cálculos de quanta energia será gerada em São Luiz, em Jatobá, em Caí e em Ilha dos Patos. Eles analisam tudo pelo lado técnico e econômico. As hidrelétricas do Tapajós, juntas, gerarão 95% daquilo que eles anunciam que gerará Belo Monte, com a vantagem de que, no Tapajós, a diminuição da força da água é menor do que no Xingu. Tanto que os críticos estão dizendo que Xingu gerará 11 mil megawatts no inverno, mas vai gerar 1.500 no verão. No Tapajós, até agora, não disseram quanto será produzido no verão, mas certamente será mais do que Belo Monte.

IHU On-Line - Que tipo de informações estão chegando para os povos da região que serão atingidos pelas obras das hidrelétricas do rio Tapajós?

Edilberto Sena - O povo Munduruku é composto por cerca de 15 mil pessoas, em 105 aldeias. Eles tiveram uma assembleia de caciques há um mês, em frente à cidade de Jacareacanga. O pessoal da Frente em Defesa da Amazônia esteve lá, a convite deles, para levar cartilhas. Os Munduruku terão suas terras tomadas, por isso, os índios mandaram uma carta ao presidente Lula. Os índios mandaram dizer ao presidente que precisam do rio e da floresta, que não vai admitir que o governo venha tomar aquilo que é deles e que estão dispostos a enfrentar o governo. Nesta carta, havia um desenho de dois índios. Um deles estava com um tacape e uma flecha na mão e o outro com a cabeça sangrando. Os jovens quiseram dizer que nossos antepassados, quando iam para a guerra, cortavam a cabeça do inimigo, cozinhavam-na e comiam-na. Isso simboliza a cultura do povo Munduruku, um povo guerreiro. Publicamos esse desenho na carta, e a Folha de São Paulo e outros jornais de direita disseram que estamos estimulando o crime e a violência. O povo que escreve isso não raciocina, ou não quer raciocinar, que a violência está vindo de Brasília para cá. A violência é invadir sem dialogar.

Recentemente, o sítio Globo.org entrou em contato comigo, pediu-me uma cópia da cartilha para publicar. A entidade já sabia que nossa cartilha tem, em cada página, para facilitar a compreensão do povo, quadrinhos com historinhas. Um artista popular fez os quadrinhos muito bem e reproduziu a cultura Munduruku. Um deles traz uma freira perguntando para uma índia o que está para acontecer, e a índia com facão na mão dizendo que ia defender sua terra custe o que custar. O Globo.org queria publicar justamente este desenho, e não permiti. Ele me acusou de tirar seus direitos de expressão, mas disse que foi ele quem tirou meus direitos para utilizar o desenho de uma maneira desonesta e descontextualizada. Querendo dizer: Veja como o pessoal está revoltado e querendo fazer guerrilha. Fiquei chateado, mas mandei a cartilha para ser divulgada e proibi a divulgação daquela foto.

(IHU On-line)/Mercado Ético

Adaptação Nilson Mesquita

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aperema

Eu vi a Aperema, nas matas do Amapá,
uma apenas, mas me fez delirar,
Um fruto à frente, parecia ainda grande,
Lá se ia comendo e eu olhando.

Aperema
Quelônio da subordem Cryptodira, família emydidae

domingo, 4 de abril de 2010

Jesus e Judas

Contando sua história de infância o companheiro Espírita, Moab José publicitário, consultor de empresas e diretor do Lar “Pouso da Esperança, em São Luiz, dizia: quando menino, durante o “Sábado da Alelúia”, ficava olhando da janela a farra da “malhação do judas”. Eu e meus irmãos tínhamos vontade de participar, meu pai, entretanto, não permitia. “Jesus, meus filhos – dizia -, foi a encarnação do Amor... Se ele mandou que perdoássemos aos que nos fizessem mal, com certeza perdoou a Judas, também. E nós, mesmo contrariados, obedecíamos. O tempo passou... mas a personalidade de Judas continuou a me chamar atenção.

À época de Jesus, Judas era um nome bastante comum, tanto que um outro discípulo do Mestre, chamava-se Judas Tadeu. Judas Scariotes – o traidor – pertencia à classe dos “zelotas”, grupo que lutava para libertar a palestina do julgo romano. Homem rude e de caráter arredio, passou a seguir Jesus – não se sabe se por iniciativa própria ou se foi chamado como os outros -, assumindo a função de tesoureiro do grupo. Uma coisa é certa: ele via em Jesus um líder, o possível libertador do povo judeu da tirania de Roma e, sobre isso, criou expectativas que mais tarde o frustrariam. Jesus não era o “messias” que ele esperava, decepcionado, sentiu-se traído em seus anseios.

Ao que parece, como todo bom tesoureiro, Judas, preocupava-se em controlar ao máximo as despesas, conforme narra a passagem em que uma mulher unge Jesus com perfume de puro nardo, caríssimo, arracando dele o seguinte comentário: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários para dá-los aos pobres?”

Como os evangelhos foram escritos a partir dos anos 60 e 70 da era cristã, é natural que pesasse sobre Judas – agora o traidor - um certo preconceito. Tanto foi assim que João, na mesma passagem, faz o seguinte comentário: “Ele disse isso, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, roubava o que aí era colocado.”

Pedro, muito embora tenha traído o Mestre três vezes seguidas, é visto por seus colegas de discipulado com um olhar mais generoso. Mesmo porque, segundo Jean Yves Leloup em “Caminhos da Realização”- editora Vozes -, entre Pedro e Judas há uma grande diferença. Enquanto Judas, embora tenha se arrependido “se fechou nas conseqüências negativas do seu ato”, desesperou-se recorrrendo ao suicídio, “Pedro não se fechou em seu carma” - após ter traído o Mestre, acreditou no perdão, deu a volta por cima e seguiu adiante. Aconteceu com Judas o mesmo que nos acontece, quando nos fixamos nos erros do passado e permanecemos apenas no arrependimento, deixando de viver as oportunidades de renovação que o dia de hoje nos oferece.

A Páscoa já fazia parte do calendário das festas judaicas, em comemoração à libertação da escravidão a qual o povo israelita esteve condenado no Egito de Ramsés II. Mais tarde, em 325 d.C., no Concílio de Nicéia, a Igreja instituiu a data no calendário cristão e que, segundo a tradição católica celebra a ressurreição de Jesus, três dias após a sua crucificação. Simbolicamente, o período que conhecemos como “Quaresma”, representam os quarenta dias em que Jesus se retirou para orar no deserto. Páscoa vem do hebreu “pessach”, e quer dizer passagem. Assim, para os judeus, significa a passagem pelo mar, saindo da escravidão para a liberdade. Para a igreja católica, a ressurreição do Cristo é a passagem desta para a outra vida, a vitória da vida sobre a morte.

Para o espiritismo, a ressurreição é a maior prova da imortalidade da alma, quando Jesus, em espírito, volta e aparece aos discípulos, numa demonstração irrecusável de que ninguém morre. É a passagem desta dimensão ilusória da matéria, para a dimensão real do espírito. Mas também, pode ser a passagem que nós, seres humanos, fazemos todas dias de nossas existências, superando nossos defeitos e erros, nossas dificuldades e dores, para “ressurgirmos” mais a frente, enriquecidos pela experiência abençoda da Vida. É Jesus que ressurge em nós, todas as vezes que somos compassivos, generosos, indulgentes...

Incoerentemente, num dia festejamos a ressurreição do Cristo, que pregou o amor ao próximo, o esquecimento das ofensas, o perdão aos inimigos, para depois, ainda no mesmo dia, utilizando-nos da lei do olho por olho, dente por dente, descarregarmos toda a nossa raiva e frustrações sobre Judas, mesmo que representado por um boneco de pano.

Dois mil anos de cristianismo e ainda não aprendemos a perdoar... Assim como Judas, muitos ainda traem o Cristo até os dias atuais. Nos referimos àqueles que se dizem cristãos, mas estagnaram na teoria e não praticam seus ensinamentos; aqueles que desvirtuaram o conteúdo de sua mensagem sublime, substituindo-a pela frieza dos cultos exteriores ; aqueles que, transformados em verdadeiros mercenários da religião, vendem terrenos no céu ou prometem a salvação em troca de contribuições e ofertas; os que usam a religião como tranpolim para alcançarem representação política; os que utilizam a figura do diabo para amendrontar e extorquir dinheiro dos fiéis, construindo verdadeiros impérios, fazendo das igrejas empresas milionárias, verdadeiros negociadores da fé, amontoando riquezas que “as traças corroem e os ladrões roubam”.

Diante disso, as trinta moedas ganhas por Judas, pouco ou quase nada representam...

Por Moab José

Adaptação Nilson Mesquita

domingo, 28 de março de 2010

Imagens e paisagens do Amapá

Pequenos quartos vazios

O pescador

Beira do Rio Araguari

Samaumeira no Igarapé Munguba

"A Samaumeira, a árvore considerada rainha da floresta.
De crescimento relativamente rápido, a samaumeira pode alcançar mais de 40 metros de altura, é
possuidora de propriedades medicinais e tem capacidade de reter água potável dentro do tronco.
Entre milhares de árvores, a samaumeira é uma das mais altas da Amazônia. De tronco grosso, tem espinhos nos galhos, raízes tubulares e as sapopemas que permitem o crescimento nas florestas da várzea.
Além dos poderes medicinais a samaúma é considerada pelos caboclos, uma árvore que possui poderes mágicos que protege as árvores e demais habitantes da floresta dos ambiciosos destruidores. Segundo a lenda, os poderes mágicos afastam e amedrontam quem entra na floresta mal-intencionado, pois segundo a população ribeirinha, a floresta gosta de servir ao homem, mas não de ser explorada."

Tucandeiras

As Tucandeiras são pequenas feras da floresta. Além de gigantes para as formigas (chegam a mais de 3 cm), possuem um ferrão temido. Enquanto as outras formigas podem incomodar, essa fere mesmo. Parente razoavelmente próxima das vespas (de que as formigas se originam), lembra bem essas primas na hora de se defender. Uma ferida pode inchar espantosamente o membro machucado e doer 24 horas ou mais. Mas lembre bem! Se não perturbar a Tucandeira, ela não perturbará você.

Espinhos da mata

Como se fossem lágrimas

Choro branco das árvores

Cerrado

O Cerrado é um tipo de vegetação caracterizado por árvores baixas, retorcidas, em geral dotadas de casca grossa e suberosa, espaçadas, e que leva por baixo tapete de gramíneas.

Capim do cerrado


Abraço por cima

Abraço na mata

Abraço apertado na mata

Passeio no Rio Araguari

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quase 900 milhões sem acesso a água potável


Os objetivos traçados pela ONU há 10 anos estão longe de serem atingidos, mas o novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nota os avanços no que diz respeito ao acesso à água potável, com 87% da população com acesso hoje em dia a esse bem essencial.
Já quanto ao saneamento básico, a situação é bem diferente. “Vale a pena chamar a atenção sobre algo que é tão óbvio que quase dá vergonha dizer em 2010. Sem água potável e saneamento básico, não há nenhuma base de saúde pública que possa se desenvolver. Se não acabarmos com essa situação, nunca vamos arrancar esses povoados da pobreza”, disse à agência Efe a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira. “É preciso uma mudança cultural para que o saneamento seja considerado uma necessidade tão clara e tão óbvia como o é o acesso à água potável”, acrescentou.
Um terço das pessoas que não têm acesso à água limpa vive na África Subsaariana, onde 40% da população sofre com essa situação. Por outro lado, metade das pessoas que ganharam acesso à água desde o começo dos anos 90 está na Índia e na China.
Apenas metade da população dos países em desenvolvimento tem uma casa de banho, uma latrina ou uma fossa sética de uso doméstico. Os maiores progressos nesse campo nos últimos anos foram registados no norte da África e em regiões do leste e do sudeste da Ásia. O hábito de defecar ao ar livre ainda é praticado por um sexto da humanidade.
Segundo os resultados do relatório, o mundo alcançará o objetivo do Desenvolvimento do Milenio de cortar pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável em 2015, mas fracassará em fazer o mesmo em relação aos serviços de saneamento.

Fonte Revista Fórum

Adaptação Nilson Mesquita

domingo, 14 de março de 2010

Paisagens de março 2010

Vista do Rio Araguari, cidade de Ferreira Gomes Amapá

Trapiche na orla de Macapá/AP

Ilha no Rio Araguari em frente a cidade de Ferreira Gomes, Amapá

Palmeira na estrada do Parque Aquático (Jazida B-9 CIBRASA) em Capanema/PA

Pnud quer que países ricos cumpram promessa

Meta é reduzir pobreza extrema
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, pediu aos países ricos para cumprirem promessa de ajuda às nações menos desenvolvidas, em busca do alcance das metas do milênio para erradicação da pobreza global.
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O apelo foi feito durante a ‘Conferência Agenda 2010: Virada na Luta contra a Pobreza’, que aconteceu na capital britânica.
“A chefe do programa da ONU, Helen Clark, lembrou que muitos países já conseguiram resultados expressivos no combate à pobreza.
Ela citou o caso da Etiópia, que triplicou a rede de escolas primárias desde o ano de 1990. Lembrou também que o Malauí foi capaz de reduzir em 40% a taxa de mortalidade infantil no grupo de crianças de até cinco anos de idade.
Apesar disso, Clark lembrou que mais de um bilhão de pessoas ainda passam fome em várias regiões do planeta. Segundo ela, se não houver parcerias com países desenvolvidos, as condições de vida nesses lugares terão um retrocesso em vez do avanço previsto há uma década.
Os ‘objetivos do milênio’ foram definidos pelos países-membros da ONU em 2001. A ideia era erradicar a pobreza do planeta até 2015. A cinco anos da data anunciada, a crise financeira internacional trouxe dificuldades aos trabalhos, mas segundo Clark, ainda é possível cumprir a meta”.
A Conferência de Londres antecede a Cúpula Especial sobre as Metas do Milênio que vai acontecer em Nova York em setembro.


Marcelo Torres, da Rádio ONU
Adaptação Nilson Mesquita

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tudo o que é bom se faz lentamente


Em uma cultura global, dominada pela impaciência da juventude e alimentada por cadeias de fornecimentos rápidos, tudo precisa ser feito de imediato. Mas, justo quando parece que a perversa velocidade contagiou todo o planeta, brotam movimentos para pisar no freio e saborear lentamente os prazeres simples da vida, precisamente naquelas culturas mais vinculadas à aceleração, enquanto antigas civilizações orientais como as da China e Índia, amplamente presas na pobreza e no atraso tecnológico, se colocam em marcha e varrem séculos de lenta vida aldeã com um frenético desenvolvimento industrial.
Mas as sociedades ocidentais, há muito tempo viciadas na velocidade, estão presas em uma vida alterada pela recessão, que está forçando muitos a permanecerem em suas casas. O que uma vez foi uma ansiosamente aguardada aventura, a viagem aérea, se transformou em uma experiência cara. Cozinhar em casa, cuidar do jardim, e a quase esquecida arte da conversação são coisas que estão voltando a ser populares. O desemprego e o subemprego estão invertendo as prioridades da maioria dos norte-americanos das classes média e trabalhadora.
Algumas dessas mudanças foram forçadas pelas inconsistentes condições de vida. Mas também há movimentos conscientes da necessidade de mudança. Os que defendem a lentidão apontam como antecedente o movimento slow food (literalmente comida lenta), fundado na Itália por Carlo Petrini nos anos 80, durante a campanha para evitar que o MacDonald’s se estabelecesse nas proximidades das escadarias da romaníssima Piazza Spagna. Os defensores desse movimento são a favor de uma agricultura sustentável e mais localizada, uma criação de animais mais compassiva e maior desfrute do sabor.
Desde então, não só proliferou o slow food como também a viagem lenta, a arte lenta, o desenho lento e, inclusive, o sexo lento. Como disse alguma vez a atriz do cinema mudo Mae West, “todas as coisas que valem a pena devem ser feitas lentamente”. Carl Honoré, cujo livro “Elogio à lentidão” foi o primeiro que reuniu os díspares fios deste movimento em vias de expansão, ressalta que elogiar a lentidão não significa rejeitar a tecnologia avançada nem uma resistência lúdica a todas as coisas novas e rápidas. Trata-se, sim, de encontrar um equilíbrio entre rápido e lento, entre movimento e quietude. Deste modo, por exemplo, podemos usar as inegáveis vantagens das comunicações instantâneas para reduzir a necessidade de nos movermos de lugar em lugar.
O movimento “Recupere seu tempo”, com base em Seattle, propõe retomarmos o controle de nossa vida, alienada pelo ritmo acelerado da sociedade atual, e diz que isso servirá para reduzir nosso próprio impacto sobre o meio ambiente, para melhorar a saúde pessoal e pública e economizar dinheiro. O coordenador desse movimento, John de Graaf, demonstra que, apesar dos entrechoques causados pelas crises econômicas, durante elas ocorrem melhorias tanto na saúde pessoal como na pública. Por exemplo, para 1% de aumento do desemprego corresponde meio ponto percentual de redução da taxa de mortalidade. E o maior crescimento da média de expectativa de vida dos norte-americanos – seis anos – aconteceu durante a Grande Depressão dos anos 30.
Além disso, durante a atual recessão nos Estados Unidos, houve um bom aumento de participantes em trabalhos voluntários, 40% de crescimento na jardinagem doméstica e 30% de redução no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito (menos dez mil mortos por ano), com 10% de desemprego e subemprego de 7%, a semana de trabalho média é de 33 horas, o menor nível desde 1964. Com menos veículos em movimento há menos contaminação ambiental e menos casos de asma.
Até há pouco tempo o movimento slow era em grande parte integrado pelos que têm tempo e meios para desfrutar do lazer. Mas a Grande Recessão pode levar muitos norte-americanos mais, e outros que compartilham sua cultura, a explorar modos de ser e fazer mais lentos e menos consumistas. Para os ocidentais viciados na velocidade, são potencialmente enormes os benefícios em matéria energética, ambiental e sanitária que um ritmo pausado pode lhes proporcionar. Mas, tais efeitos no Ocidente têm como contrapartida a súbita aceleração das economias e culturas no Oriente.
A Europa ocidental está há décadas adiantada com relação à América do Norte em sua mudança para a lentidão. Tendo sofrido séculos de guerras, revoluções e industrialização, os europeus lançaram um coletivo suspiro de tristeza e ao mesmo tempo de alívio depois das perdas da Segunda Guerra Mundial, e adotaram um estilo de vida mais repousado. Diante do declínio de seu caráter de superpotência, os Estados Unidos estão por experimentar uma definitiva redução de seu papel no mundo. Para alguns a amargura, o ressentimento e uma rejeição para enfrentar os fatos provocou o estímulo de uma desafiante mentalidade de “pisar fundo no acelerador”. Mas, para muitos outros, a desaceleração é uma oportunidade para baixar o ritmo e saborear coisas que se perderam durante gerações de febril atividade. IPS/Envolverde
(*) Mark Sommer é jornalista e colunista norte-americano, dirige o programa de rádio internacional A World of Possibilities (www.aworldofpossibilities.com).
(IPS/Envolverde)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Arraial do Pavulagem – Um legítimo representante da cultura paraense

Neste dia 07 de fevereiro, numa manhã ensolarada, com nuvens brancas circulando preguiçosamente no céu, vi e me orgulhei de uma das maiores manifestações da cultura paraense. Trata-se do “Arrastão do Peixe Boi”, uma grande passeata dividida em três ou quatro blocos de alegres brincantes cada um com suas formidáveis baterias e instrumentos musicais. À frente puxando a turma, o ônibus da ONG “Rádio Margarida” que presta um relevante serviço às comunidades levando alegria e cultura aos bairros de Belém. Carimbó e Bumba Meu Boi, são os principais ritmos da trupe, com variações diversas e maravilhosas. Saindo da Estação das Docas, seguimos pelo Ver-o-peso, passando pela praça do relógio, Praça da Sé, entrando pela Cidade Velha e concentrando-se finalmente na Praça do Carmo. Vi com satisfação a “dança dos ancestrais”, onde todos circulando no anfiteatro da praça em múltiplas voltas seguiam sorridentes e orgulhosos lembrando nossos avós indígenas. A coreografia foi emocionante, digna representante das grandes tribos, dos índios tão sofridos e perseguidos na história do Brasil. Logo após, formou-se a roda de carimbó, onde todos se manifestaram com desenvoltura e sempre com muita felicidade. Havia em redor da praça exposição e venda de artesanato paraense, comidas típicas, CDs e vídeos de artistas da nossa terra, entre outras coisas.
Importante ressaltar a presença de uma maioria jovem e da grande consciência cultural e de cidadania dos participantes. A presença de Ronaldo Bastos (compositor e artista paraense reconhecido) levando palavras de incentivo a cultura do Pará foi especial e aplaudida efusivamente.
Importante lembrar que o Peixe Boi é um animal em risco de extinção e o Arraial do Pavulagem é uma ONG com vários trabalhos de apoio a comunidades socialmente vulneráveis mostrando também que o movimento contribui sobremaneira na visão e consciência ecológica e social da população.



domingo, 17 de janeiro de 2010

Todos os jeitos de crer - 21 de janeiro – Dia nacional de combate a intolerância religiosa



No Brasil temos a alegria de sermos um país pouco dado ao fundamentalismo religioso.
Infelizmente não podemos dizer que é uma unanimidade, porém já avançamos bastante quando tratamos da questão intolerância religiosa.
Há uns vinte anos atrás me encontrava em Porto Velho, Rondônia, em plena febre do ouro, onde bairros inteiros surgiam da noite para o dia. Certo dia, da carroceria de um caminhão, observei um pastor em um púlpito de madeira velha e apenas dois bancos rústicos à frente onde estavam sentadas duas senhoras que prestavam atenção a pregação de forma comoventemente compenetrada. Não havia ali um teto para acomodar o pequeno grupo de três, que de tão envolvidos nas suas orações nem percebiam nossa admiração, parados ali, olhando extasiados para aquela demonstração de fé e esperança. Um amigo no nosso grupo, chorava emocionado, e dizia-nos: - aqui nasce um templo onde o amor e a esperança, a paz e a harmonia e principalmente a força do ideal será sempre a base para todas as ações dos crentes desta casa.
Acompanhei por mais ou menos dois anos aquele “micro templo” transformando-se num grande templo religioso com seus adeptos e suas bíblias entrando e saindo orgulhosos com a garantia de poderem exercer com liberdade sua opção religiosa. O meu amigo dizia, empolgado: Lindo! Lindo! Lindo! Realmente valeu muito a pena observar o desenrolar daquela história de determinação e fé naquele bairro longínquo e pobre.
O grande Francisco de Assis ficou extremamente aflito quando, continuava ouvindo insistentemente aquela voz divina, após construir com um enorme esforço a sua primeira igreja, carregando pedras pesadas, com os pés descalços: - Francisco constrói a minha igreja! Mas como, se ele acabava de construir e estava tão cansado de tanto trabalhar! Nesse dia caminhava por uma pequena estrada refletindo intensamente que nem prestou atenção no homem que passava por ele lhe pedindo ajuda. Apenas colocou umas moedas em suas mãos e continuou sua caminhada. Andou alguns metros, matutando, mas derrepente parou assustado, pois percebeu que as moedas tinham caído ao chão, voltou rapidamente e o homem ainda permanecia de pé, no mesmo lugar, estático, sem ação. As moedas haviam caído, simplesmente porque ele não tinha mãos, a hanseníase as havia consumido. Francisco muito compadecido e com aquele amor que lhe era peculiar olhou o homem, um trapo humano, vestes em frangalhos, um capus sobre a cabeça escondia-lhe o rosto, no lugar das mãos e pés apenas panos velhos enrolados, estava ali um ser humano em total miséria. O santo de Assis chorava copiosamente e jogou-se de joelhos aos pés do homem e o abraçou com todas as suas forças. Pegando-o pelos braços seguiram juntos para o campo onde Francisco nunca mais ouviria a voz que lhe dizia para construir sua igreja, finalmente ele entendera a orientação divina. A igreja não era material, não tinha paredes, nem altares, nem tapetes, ela estava no coração, onde o amor dormia muitas vezes esperando a atitude de seu dono na direção do bem.
Desde que existe no mundo, o ser humano sempre teve algum tipo de religião. Deuses, espíritos, forças da natureza – em todos os tempos, a humanidade acreditou em alguma coisa.
Geralmente as pessoas procuram na religião a resposta a certas perguntas que todo ser humano gostaria de ver respondidas: porque existe o mundo? Quem criou o universo? Para que nascemos? Existe vida depois da morte? .... Sentem medo; outras vezes, experimentam amor, adoração, emoção para algo invisível. Sentem que, além daquilo que podem ver, ouvir e tocar, existe esse “algo”. É esse “algo” – misterioso e comovente – que faz parte das religiões.
Assim entendemos posturas e histórias como daquele pastor de Porto Velho e de Francisco de Assis, entre tantos exemplos pelo mundo e história da humanidade.
O mais importante de tudo é que as religiões nos ensinam uma forma melhor de viver. Elas nos dão princípios. Solidariedade, amor ao próximo, piedade e justiça, por exemplo, são idéias que as religiões em geral ensinam ao ser humano que ele é capaz de melhorar, ser mais feliz, conquistar a si mesmo e ser mais solidário com o outro!
Porque então as guerras religiosas em nome de Deus? E aquelas pessoas que seguem uma religião e mesmo assim são pessoas que praticam o mal e são desonestos? Isso quer dizer que as religiões são ruins? Não; de modo algum! É que às vezes as pessoas estragam as coisas mais sagradas. A responsabilidade é delas e não das religiões.
Dia 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e é um dia que nos remete a uma reflexão de grande importância nos nossos dias, pois ainda há um grande desconhecimento do papel de cada um como ser humano com sua crença que respeita a crença do outro. A constituição brasileira de 5 de outubro de 1988, em seu artigo 5º diz: (...) no parágrafo VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.
Existem mais de 40 mil nomes de crenças e de idéias religiosas em todas as épocas da humanidade entre todos os povos que vivem e já viveram no mundo, vejamos as de maior número de adeptos atualmente:

Cristianismo: 2 bilhões
Islamismo: 1,3 bilhão
Hinduismo: 900 milhões
Budismo: 360 milhões
Tradições chinesas: 225 milhões
Tradições indígenas: 150 milhões
Tradições africanas: 95 milhões
Judaísmo: 13 milhões
Não seguem nenhuma religião: 850 milhões

Martinho Lutero, o grande reformista afirmou: “A fé é livre e ninguém pode ser obrigado a crer”, frase universal e tão atual que precisa continuar sendo formulada incansavelmente em todos os templos e atividades religiosas independentemente da crença.

Veja nos próximos dias aqui neste site mais informações sobre algumas importantes religiões no mundo.

Por Nilson Mesquita
Apoio bibliográfico Dora Incontri e Alexandro Bigheto