Para garantir a sustentabilidade é necessário desenvolver a cidadania planetária em cada habitante do nosso mundo
terça-feira, 26 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Especialista defende produção de abelhas sem ferrão na Amazônia
A produção e exportação do mel de abelhas sem ferrão na Amazônia podem ser uma alternativa econômica viável para as comunidades da região. A ideia foi defendida pelo coordenador do Departamento de Entomologia do Instituto Nacional Pesquisas da Amazônia (Inpa) e especialista em interações abelha-planta e taxonomia, Márcio Luis de Oliveira, em uma conferência sobre o tema, neste sábado (26), durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre em Rio Branco.
Segundo o especialista, embora as abelhas sem ferrão possam ser encontradas em praticamente todos os países tropicais, não existe atualmente população mais diversa que a encontrada na Amazônia, com aproximadamente 150 catalogadas até o momento. Isso colocaria a Amazônia em vantagem na produção do mel nativo.
“No México havia, mas as abelhas desapareceram por conta do crescimento das cidades, desmatamento. Então a grande reserva de abelhas sem ferrão está na Amazônia, temos uma quantidade enorme de espécies e poderíamos canalizar isso aí para melhoria de renda, da qualidade de vida da população”, enfatiza.
Oliveira acredita que se bem organizada, a ideia poderia ganhar o mercado internacional por conta do cárater “exótico” do produto.
“Os EUA não têm esse mel, o Japão não tem, Europa não tem, então se isso entra na mesa dessas pessoas eles pagariam um preço alto, porque é uma coisa exótica. Assim como nós pagamos hoje por um salmão. Imagina, um produto orgânico da Amazônia, praticado pelos índios e ribeirinhos. Entraria [no mercado] com um preço bastante vantajoso”, especula.
O especialista diz ainda que mesmo que o produtor não trabalhe com a produção de mel, poderia criar abelhas para alugar para que elas fizessem a polinização em criações de cupuaçu, pupunha de outros produtores rurais.
Incentivos
Porém, para o projeto “decolar”, o pesquisador diz que é preciso incentivo do poder público. ”Existem instituições e gente interessada, mas precisa de incentivo fiscal. Porque um agricultor descapitalizado que vive da produção de farinha ou banana, não tem capital para investir em colméias, fazer treinamento, a compra dos primeiros equipamentos”, diz.
Abelhas africanizadas
Porém, as perspectivas são boas para a criação de abelhas sem ferrão na Amazônia, o mesmo não pode ser dito das abelhas africanizadas, aquelas que possuem ferrão e geralmente são encontradas na maioria das cidades brasileiras.
“Pensou-se que a criação de abelhas africanizadas seria uma alternativa para alavancar a produção de mel no Brasil. Porque o pensamento era assim: temos uma grande dimensão territorial e a mais rica floresta do mundo. Pensava-se que com isso a apicultura iria suplantar por exemplo a Argentina, mas o que se descobriu é que as abelhas africanizadas nem sequer visitam as plantas da floresta amazônica. Por alguns motivos que a gente ainda está investigando”, relata.
Por conta disso o pesquisador diz que não é recomendado pensar em apicultura em grande escala em áreas de floresta. Apenas em áreas que já foram desmatadas e ao longo de estradas. “Seria uma boa alternativa de renda para as famílias de agricultores, acho que poderia entrar como um acréscimo na alimentação e na renda”, defende.
Por: Yuri Marcel
Fonte: G1
Fonte: G1
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Educar os sentimentos, uma reflexão para a superação na vida.
Existem três palavras muito
importantes, conhecimento, atitude e sentimento. Todos nós podemos adquirir com
certa facilidade muitos conhecimentos, nossa mente está preparada para abordar
uma infinidade de informações, das quais uma pequena parte é armazenada e
retida na memória indo juntar-se com outras mais. A busca pelo conhecimento
deve ser contínua, envolvendo uma vida inteira, culminando se possível com o
último suspiro do ser humano antes de partir para a vida maior.
Só o conhecimento, porém não nos torna
pessoas completas, precisamos decidir o que fazer com ele e para isso O Criador
nos proporcionou o direito de escolher, o que denominamos Livre Arbítrio.
Muitos de nós não arredamos os pés do lugar, mantemo-nos indiferentes aos
acontecimentos, o que culmina muitas vezes em uma vida vazia, desprovida de
obras e de ações no bem. É necessário caminhar, ter liberdade de escolher seu
próprio caminho, não significa despreocupação ou irresponsabilidade com as
consequências, as quais muitas vezes podem consumir uma grande parte de nossas
vidas, como efeito de pequenas e insignificantes inconsequências. “A semeadura
é livre, a colheita, porém é obrigatória”.
A atitude positiva e proativa diante
dos fatos significa ir ao encontro dos nossos objetivos, queremos sempre
acertar, as intenções são as melhores possíveis, entretanto erramos, acertamos,
mudamos os rumos e pegamos atalhos. Os atropelos, os obstáculos, não passam de
experiências para nos tornarmos melhores e o que chamamos de sofrimento são as
melhores oportunidades de crescimento pessoal. Sofrer não é bom, mas diante da
dor, podemos buscar a serenidade e refletir sinceramente no porque dos
acontecimentos. Algo nos dirá que tudo está no seu devido lugar, as pessoas com
as quais convivemos são as melhores para nós, a cidade em que moramos é o
melhor lugar do mundo para se viver, o nosso trabalho é uma benção, estamos
vivendo na melhor época de todos os tempos e tudo o que acontece conosco não é
por acaso e sim parte de um planejamento maior para nos beneficiar. Sem pensar
assim, estaríamos negando a existência de Deus. Sim, Deus existe, ele é Pai, é
eterno, é perfeito, é infinitamente justo e bom, conhece nossa origem e nosso
futuro. Isso tudo nos leva a deduzir que nossa salvação ou felicidade eterna é
apenas uma questão de tempo.
Podemos decidir ser bons, fazer o bem e
a tudo superar apenas com a força da nossa determinação. O conhecimento e a
atitude são fundamentais. O que buscamos, no entanto, como criaturas divinas, o
que nos impele ao crescimento é ser a própria mensagem daquilo que dizemos e
fazemos. Para isso vamos ter que “ralar”, exercitar o bem, praticar a
solidariedade, vencer nosso comodismo, superar a nós mesmos como seres em
franca evolução, desenvolver a paz em si, viver cada dia como se fosse o único
de nossas vidas. O sentimento desenvolvido e maduro não tem limites. “No seu
ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem
sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte
do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior,
que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as
revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade pela fusão
dos seres e extingue as misérias sociais (Evangelho Segundo o Espiritismo)”.
Poucos vivenciaram a grande mensagem,
“amai-vos uns aos outros”, praticaram essa verdade espontaneamente como um
sentimento implícito e natural de suas personalidades e caráter. Apenas um
homem, no entanto mostrou condições para completar a frase e disse: “como eu
vos amei”, Jesus, que sabia da importância de amar, decidiu amar e amou de
verdade como apenas ele foi capaz.
quinta-feira, 20 de março de 2014
domingo, 27 de outubro de 2013
A Jornada é o destino
A Fotógrafa Renata Aguiar
Rodrigues, num texto primoroso que lembra os grandes viajantes do mundo, como
Marco Polo, vivencia e repassa ao mundo as mesmas impressões daqueles,
experiências fantásticas, para eles, tão surrealistas que poucos foram capazes
de entendê-las como grandeza da natureza em uma realidade que proclama a
diversidade cultural, como se o DNA dos seres humanos fosse uma construção
artística. Mesmo suspeito para comentar, fiquei chocado com a densidade que
essas imagens comportam e me coloquei diante delas com o olhar pasmo da
artista. Fiquei também angustiado, mas feliz; fiquei ansioso, mas tranquilo;
uma ternura me envolveu por ter alguém tão próximo olhando assim para um mesmo
mundo que o nosso, mas também tão diferente, belo e emocionante.
E agora leiam com bastante
atenção:
"A jornada é o destino" é uma obra fotográfica composta por 16
retratos de pessoas que encontrei no decorrer dos dois meses que tenho vivido
na Índia. O olhar destes desconhecidos entra em choque com o
olhar estrangeiro (o meu olhar, sempre tão nativo, aqui se tornou o olhar
do outro), confrontando-o ou conformando-o.
Como fotografa vim para a Índia em busca. Como muitos artistas
ocidentais no passado e hoje que se aventuraram ao desconhecido e misterioso
oriente (fetichistas orientalistas que se renovam), vim eu também para
esse destino imaginário, porem confrontada com a realidade, me dei conta
que esse destino que buscava encontrar está posto no caminho, sempre no
caminho...
Na jornada pelos Himalaias, indo de um vale a outro, passando
pelo topo do mundo, encontrei pessoas, construí retratos e guardei
imagens que agora são parte de mim. Me surpreendi com os quebradores de
pedras, um oficio que pensei, estava morto. Assim a primeira vista, olhei para
esses homens e mulheres como fantasmas de um passado que não pude nem datar.
Ido o primeiro impacto, me pus a pensar na vida que levam essas pessoas que
quebram pedras construindo estradas pelo Himalaia, uma lugar árido, frio,
muito frio. O olhar dessa gente me intriga, me perturba e agora me
acompanha.
Descobri, que a maioria deles, vive ali mesmo, nas
redondezas, foi o que me disseram... Mas onde? Não existem vilas por pelo menos
6 horas de carro dali, vi alguns acampamentos, tendas! Um sentimento de solidão
me invadiu. Como o mundo é imenso, como o ser humano é pequeno e
desamparado e enfim, como a beleza é capaz de permear a melancolia,
principalmente aos olhos de quem a vê de fora, confortavelmente sentado num
carro... como pode o artista ser responsável? como pode o fotografo não
ser um usurpador de imagens? A arte não faz do mundo um lugar melhor, nem tão
pouco "[...] reproduz o que vemos. Ela nos faz
ver." (Paul Klee) o que sem ela seria invisível.
Tendo, então, o invisível como ponto de conversão, tive o privilegio de
conhecer uma comunidade de muito pouca visibilidade, da qual, aliais, nunca
ouvira falar; encravada no vale Dhahanu no distrito de Ladakh no
estado Jammur e Caxemira próxima a fronteira da Índia com o
Paquistão. Vivem, ainda de forma muito tradicional, um povo que se intitula
ariano e é conhecido como Brokpa, tendo uma aparência indo-europeia,
em contraste com a predominância étnica tibeto-mongol da
região. Ainda no caminho, no ônibus, pude ver algumas pessoas, homens e
mulheres, com ornamentos e flores na cabeça... o cobrador da condução me
avisou, esse é o povo Brokpa de Dha.
O caminho para chegar ao vale é longo, cerca de 8 horas, mas as
paisagens são de tirar o folego. Em ônibus local
(péssimas condições, super lotado de pessoas e artigos os mais diversos)
serpenteamos, chacoalhando por um caminho ladeado por paredões intransponíveis
e abismos escavados por eras de degelo do Himalaia, as paisagens mais
arrebatadoras que já vi, um sentimento de angustia e liberdade.
No entanto, chegando a vila Dha, tudo se tornou, de repente, morno,
pequeno e aconchegante: um útero! O lugar em si muito fértil, verde,
ladeado pelas incríveis montanhas tendo acima o céu mais azul.
Meu único pesar, é saber que essa cultura esta fadada a desaparecer, os
jovens da vila, já não usam mais os ornamentos tradicionais, e nem
mesmo nos festivais preservam as danças. Lá ouvi do dono da única pousada, que
ele acredita que a cultura tradicional do vale está
morrendo, principalmente por conta das estradas que dão acesso a vila
e portanto a educação formal (o que para os mais tradicionais, está desvirtuando
os valores de sua cultura) e da forte presença do exercito na região, que
é foco histórico de atritos com o vizinho Paquistão, onde também vive
uma parte do povo Brokpa.
Essa gente vive num isolamento que nunca tinha visto antes, sem luz
elétrica, sem gás, criam seus animais e plantam o que comem. O que sobra da
produção de vegetais, vendem para o exercito. Na vila percebi
a ausência dos homens jovens, haviam apenas crianças, mulheres de
todas as idades e idosos. A enfermeira residente na vila me contou que a
maioria dos homens sai para procurar emprego em Leh, capital do estado e outros
muitos vão para o exercito, mas não sem antes casar e deixar pelo menos um bom
punhado de herdeiros (se assemelhando a tantos outros lugares do mundo em que
as cidades grandes atraem retirantes).
Em Deli todos os dias indo trabalhar passo pelo vendedor de maças, uma
vez ele me pediu uma foto, a razão, pelo que pude entender, era apenas para ver
sua imagem na câmera. Uma atitude muito comum aqui na Índia, no meu
entendimento, ser fotografado, especialmente por
um estrangeiro revela uma vontade de reconhecimento e de fuga e ainda
(pasmem) fascínio. Reconhecimento como digno de um retrato, da atenção
daquele que olha; o olhar aqui que é fonte de poder, não o poder disciplinador
do olhar Foucaultiano, mas o poder de criação, como se esse olhar lhe
outorgasse a existência.
Fato compreensível considerando-se que a Índia é um
dos países mais populosos do mundo e onde um sistema de castas, que
difere os cidadãos no berço, ainda é forte, embora esteja coberto por uma névoa
para aqueles que não falam a língua local, como eu; ainda assim posso
sentir essa diferenciação que é altamente naturalizada na sociedade indiana e
que vai se somar, as nossas já familiares diferenciações de classes
sociais criadas pelo capitalismo de uma emergente semiperiferia.
domingo, 15 de setembro de 2013
Aborto induzido, uma opção pela morte.
No
dia 15 de setembro de 2013 em Belém, foi realizada a I Marcha Paraense da
Cidadania pela Vida apoiando o movimento nacional, Brasil sem Aborto.
“Aborto é a interrupção da gravidez com a destruição do produto da
concepção. É a morte do ovo (até três semanas de gestação), embrião (de três
semanas a três meses) ou feto (após três meses), não implicando necessariamente
sua expulsão. O produto da concepção pode ser dissolvido, reabsorvido pelo
organismo da mulher ou até mumificado, ou pode a gestante morrer antes da
expulsão. Não deixará de haver, no caso, o aborto.” (Júlio Fabrini Mirabete, Manual
de Direito Penal, 5. ed., p. 73).
Para embasar quem quer saber a
respeito da legislação sobre o aborto, vejam algumas leis:
Constituição Federal Brasileira
Art. 5º - “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade.”
Código Civil Brasileiro
Art. 2º- A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com
vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (Theotônio
Negrão e José Roberto Ferreira Gouvêa, Código Civil e legislação civil em
vigor, 22.ed., p. 39).
Código Penal Brasileiro
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem Iho
provoque: Pena - detenção de 1 (um) a 3 (três) anos.
Aborto provocado por terceiro
Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena -
reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena -
reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
Aborto necessário: I - se não há outro meio de salvar a vida da
gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro: II - se a gravidez resulta de
estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz,
de seu representante legal.” (Código Penal Brasileiro).
Encontrei na internet muitas opiniões
sobre o aborto, mas fiquei muito impressionado com as opiniões e
posicionamentos do jornalista e advogado Cleber Benvegnú do blog Senso Incomum,
do qual extrai algumas das informações a seguir.
“Os pró-aborto certamente não
pretendem ver com seus próprios olhos o ato que dizem legítimo: o efeito das
drogas queimando as entranhas de um menino ou de uma menina em formação, um ser
destruído por remédio ou bisturi. É apelação entrar nesses detalhes? Ora, mas é
isso mesmo que acontece: pessoas crescidas, adultas e com barba na cara decidem
sobre outra – pequena e indefesa – que caminha para nascer. E, sob a alegação
de uma potencial infelicidade ou rejeição, já a querem morta desde logo.”
“A legalização tiraria o aborto da
clandestinidade – alegam. Morreriam menos fetos do que agora – acrescentam.
Ora, mas que diploma de direito humano é este que pretende combater um mal com
a legitimação de outro? Há clínicas clandestinas? Fechem-nas. A criança será
rejeitada pelos pais? Deem-na a pais afetivos e agilizem as leis de adoção.
Tudo menos rifar o feto. Fico cá me perguntando, independentemente das teorias
sobre o início da vida: o que seria o feto senão vida humana? O quê? Um mero
amontoado de carnes e cartilagens, cujo desenho se assemelha a nós? Ou apenas
uma “vida em potencial”, mesmo tendo um DNA exclusivo em toda a natureza? O que
os olhos não veem o coração não sente: essa é a nova lógica humanista que
queremos legitimar?”
Diante das pressões dos diversos
movimentos pró e contra o aborto, o Conselho Nacional de Medicina,
representando mais de 400.000 médicos no país, se posicionou sobre o assunto de
forma muito indecisa, não ficou nem contra, nem a favor, muito pelo contrário,
agiu de forma hipócrita, utilizando-se de sofismas, sem contar que enfrenta
grande parte da ciência – a maior parte dela, a propósito –, segunda a qual o
início da vida ocorre na concepção.
Há também a suspeita de manipulação
de dados pelos pró-aborto, visto que em 2012 o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, contestou informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas segundo
as quais 200 mil mulheres morrem anualmente no Brasil por causa de abortos de
risco. Ele acredita que pode ter havido confusão com outro dado, já que cerca
de 200 mil mulheres se submetem a curetagens por ano no Brasil, procedimento
muito utilizado após o processo abortivo.
Em função desses dados distorcidos a
ONU cobrou posição do governo brasileiro durante a 51ª sessão do Comitê Para a
Eliminação de Discriminação Contra as Mulheres, que ocorreu em Genebra, quando
a perita suíça Patrícia Schulz pediu esclarecimentos ao governo brasileiro, sem
poupar críticas. "O que vocês vão fazer com esse problema politico enorme
que têm"? Aí é de se perguntar, quem forneceu tais dados para a ONU? Com
que propósito? Com que interesses?
Até aqui nenhum argumento religioso
foi utilizado, mas porque não fazê-lo, visto que é legítimo que cristãos
busquem influenciar nos debates sociais – ou deveriam silenciar em favor da
ditadura ateia que muitos intentam criar?
E no caso dos fetos anencéfalos, embora
tenham sistema nervoso central incompleto sentem dor e reagem a estímulos. A
Portaria nº 487/2007, do Ministério da Saúde, atesta isso. Ademais, há inúmeros
relatos de fetos com má-formação cerebral que resistiram bem mais do que alguns
segundos.
Dados da última campanha
presidencial, quando o assunto foi plenamente utilizado pelos candidatos com
intenções eleitoreiras, atestam que uma mulher aborta a cada 33 segundos e a
prática insegura mata uma brasileira a cada dois dias, sendo que um abortamento
é feito para cada 3,5 nascidos vivos.
De acordo com dados do Sistema Único
de Saúde (SUS), 183,6 mil atendimentos de mulheres que abortaram, sofreram
complicações e precisaram passar por uma curetagem foram feitos em 2009.
Segundo as estimativas dos médicos, para cada caso que acaba no hospital,
outros quatro abortos foram feitos no mais absoluto silêncio. Só em 2009,
942.713 abortamentos induzidos foram realizados no país.
Quem defende a descriminalização do
aborto e alega que isso é de politica DE SAÚDE PUBLICA (como se gravidez fosse
câncer), utiliza os números de 183 mil mulheres que sofrem complicações por
abortos clandestinos por ano.
Os números - eles novamente - indicam
que para cada complicação, outros quatro abortos também são feitos.
Vamos agora supor que não exista
criminalização e que o Estado ainda pague pelos abortos por gravidez
indesejada... Bem, está aí um número que eu não faço a menor ideia: o de
mulheres que se sentirão mais estimuladas a praticarem o aborto.
Ou seja, ao invés de orientação
sexual adequada, distribuição de métodos contraceptivos leves e preventivos, de
ACOLHIDA FAMILIAR, de condições socioeconômicas adequadas para criação de um
filho, o mais fácil para os defensores do aborto é... matar.
O certo é que o tema ainda levanta
muitas dúvidas, e são dúvidas sobre a vida, mas na dúvida, sempre é melhor
matar o feto indefeso, é o que se interpreta do movimento pró-aborto. Uma
aberração condicionada pelo comodismo diante de problemática social que merece
abordagem científica, ética e religiosa. Há uma visão eugênica no trato dessa
questão que é preciso estancar pela força de um passado, quando homens
insignificantes, mas com grande poder quiseram fazer o papel de deus, tentando
selecionar as raças superiores e eliminar o que consideravam inferiores.
Desrespeito total pela vida, carniceiros, mortos a maioria na forca do
julgamento de crimes de guerra da II Guerra Mundial.
Nem pena de morte, nem aborto pra
ninguém, quem já nasceu agradeça a seus pais a decisão e a coragem de terem
filhos, mas deixem os outros nascerem em paz, eles merecem, quero dizer, eles
têm direitos.
Caboco Nirso
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Violência ou paz?
Com o advento dos movimentos de rua em todo o país, surge em
vários canais de comunicação reflexões, artigos, pensamentos que levantam a
questão da validade e da efetividade de conquistas sociais com o uso da
violência. Existe o movimento Black Block, surgido em várias partes do mundo,
que se autodenomina anarquista, onde normalmente jovens encapuzados enfrentam a
polícia e as autoridades constituídas com coquetéis molotov, ateiam fogo em
veículos, quebram vidraças, buscam pela pressão da violência uma resposta mais
imediata para suas reinvindicações. Não podemos simplesmente rotulá-los de
baderneiros, vândalos como a maioria da mídia faz, sem antes refletir sobre o
que leva pessoas de costumes normais, até pacíficos no cotidiano, a decidir
pela agressão material do patrimônio publico. Primeiro é importante verificar
que, à semelhança de um animal ferido, o ser humano, que também tem seus
instintos animais, pode agir de forma violenta quando se vê acuado. Trata-se no
caso das inúmeras injustiças sociais de representantes do povo que se comportam
como verdadeiros déspotas, arbitrários, abusando sobremaneira da autoridade,
concedida a eles pela lei, para cuidar com carinho e idoneidade da coisa
pública e principalmente dos cidadãos, sejam eles quem forem.
Se avaliada apenas emocionalmente, considerando um sistema
político decepcionante e desmotivador, onde as urnas são o foco principal da
ação dos corruptos e arrogantes políticos; a maioria dos recursos vindo do povo
são indevidamente apropriados; o benefício sempre de uma minoria que foi
colocada na função de representantes do povo com uma grande expectativa e até
sonhos: Podemos ficar tão indignados e decepcionados que pode não restar nada a
não ser uma revolta desconcertante que pode abalar toda a estrutura
comportamental e ver a violência como única forma de exercer a cidadania e
provocar as mudanças necessárias.
Esse debate precisa ser bem ampliado, pois a violência vem de
todos os lados, e principalmente dos governantes, a corrupção é criminosa,
rasteira, secreta, egocêntrica, mata de fome, fome de comida, de conhecimentos,
de educação, mata de mentiras, de demagogia, distorce todos os valores da
sociedade, e o pior, parece ser hereditária, não para de crescer, é uma
violência incrível, infeliz, revoltante.
Mas, mas, e mas, não, não podemos cair nesse poço, a
humanidade já cresceu, já fez muitas conquistas, com violência e sem violência,
porém, todos os valores humanos nos levam para a busca da paz, o ser humano não
se sente bem de forma violenta, a consciência lhe impõe naturalmente barreiras
que vem do íntimo, das profundezas onde a paz alimenta nossa felicidade.
Sou daqueles que acreditam que estamos evoluindo, crescendo,
que a maioria é feita de gente boa, honesta, que a natureza é do bem, que
podemos fazer nossas conquistas pacificamente. Um personagem bem marcante que
corrobora com a vitória da não violência é a figura absolutamente iluminada de
Nelson Mandela, hoje já nos seus últimos momentos no planeta terra. Acho que
não podemos imaginar o sofrimento da África do Sul com o Apartheid, onde a cor
de uns fazia com que se sentissem superiores aos outros. Levou muito tempo e
sofrimento, mas o grande herói à frente de um povo determinado chegou lá e foi
a grandeza de espírito desse homem que fez com que todas as pessoas se unissem
independente de cor, sendo o perdão um dos sentimentos essenciais para libertar
o povo das mágoas de longos anos de violência.
A violência é um mal! Uma doença da humanidade ainda em
processo de cura. Mas nem sempre é mau quem é violento! Ponto!
Caboco Nirso
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
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