sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Mistério da arte


Não sei fazer arte
Mas quero tanto a arte
Que acabo sendo artista
A arte é bela
É sábia
Doida, desatinada.

O artista nasce da vivência
Não sabe nunca aonde vai
Mas chega
E bem
E chora e ri.

Não me iludo com o talento
Tento!
Me alucino com os poetas
Imito-os.

Eu quero a arte para mim
Pra que todos a vejam
A minha arte é só minha
E a quero universal.

Caboco Nirso
31/11/12

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ainda não virou moda ser ético

As eleições que passaram ficam como base para algumas reflexões. Compra de votos foi comum. Sem escrúpulos nenhum, alguns candidatos dotados de uma hipocrisia grosseira e asquerosa passaram por cima da lei e distribuíram muitos reais a custa de míseros votos. O eleitor foi sugado ao máximo, aproveitado na sua ignorância eternizada pelos próprios corruptores. As decisões políticas de muitas câmaras estão agora sujeitas a violação de ladrões de consciências.
Defender ética não passa de uma ação avessa a esse mundo, esse mesmo mundo de homens investidos de falsa moralidade. Serei taxado de abestado, alienado, ingênuo e sem noção. Como pode alguém querer ser correto na política? Isso não pode existir. A busca pela paz de espírito, sinônimo de paz de consciência, ainda perambula nos submundos marginais desse universo decadente.
A promiscuidade de que se investiu o mundo político, numa busca frenética pelo poder, tem seu ponto culminante, infelizmente nas eleições. Não há propostas, não há interesses pelo povo, nem amor pelas massas. Economiza-se para enganar, rouba-se de muitos para ludibriar muitos mais, sorrir-se com falsidade para se apoderar do outro.
Os publicitários das campanhas não se importam com nada das propostas dos candidatos, miram incessantemente na vitória das urnas e mudam a postura de seu cliente conforme o único interesse, ganhar a eleição. Tudo que importa é a faixa de político eleito, o resto fica para segundo, terceiro e outros planos.
Ética é coisa de fracassado. Não se encaixa na grandeza orgulhosa do vencedor. Coisa pequena, defendida por gente sem condições de governar.
Porém, a história nos coloca diante de um outro lado. Gandhi, o grande pai da independência da Índia transformou o mundo sem fazer nenhuma obra material, sua grande construção foi o pacifismo e sobre sua pequenez e magreza o grande país do oriente tornou-se livre dos orgulhosos ingleses. Martin Luther King, um negro discriminado em seu próprio país, tornou-se famoso pela sua luta contra o racismo e transformou a frase, “Eu tenho um sonho” em um ícone de motivação para um mundo melhor, com igualdade de direitos. Aqui no nosso Brasil um baixinho bigodudo chamado Rui Barbosa, tornou-se gigante em sua luta pelo engrandecimento de nosso país, colocando seu belo discurso a favor da promoção dos direitos e das garantias individuais. Um outro Barbosa, chamado Joaquim, negro, vindo de camadas sociais desvalidas, transforma-se pela sua determinação e honradez na grande esperança contra a impunidade, ele está lá no Superior Tribunal Federal, em Brasília, colocando no seu devido lugar grandes artífices do mau-caratismo da República Federativa do Brasil.
Não há nenhuma beleza no mau, mas ele é audacioso, se apresenta como salvador dos pobres e oprimidos e leviano que é não tem o menor escrúpulo em mentir descaradamente.
O bem, porém é infinitamente superior e tem um pequeno defeito, é tímido, não sabe, não conhece sua própria grandeza, precisa se expor mais, acreditar que pode dominar o mundo. Seu maior cabo eleitoral é simplesmente Deus, o Criador.

Caboco Nirso

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Prefeituras correm contra o tempo para cumprir a Lei de Resíduos Sólidos


Agência Câmara de Notícias

Os prefeitos que assumirem seus mandatos em 2013 terão grandes desafios para cumprir a Política Nacional de Residuos Solidos (Lei 12.305/10), que, entre outras coisas, torna obrigatório o fim dos lixões até 2014.
Além disso, a partir de agora, para receber recursos do governo federal para as ações de saneamento, os municípios precisam apresentar um plano de gestão de resíduos. Entretanto, até agora, apenas 10% deles terminaram ou estão finalizando seus planos.
“Quando as prefeituras entrarem no sistema de convênios, solicitarem um recurso para comprar um caminhão, para montar um aterro sanitário, para fazer uma intervenção na área de resíduos sólidos, terão que apresentar o plano junto com o pleito”, disse o gerente de projetos do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito.
O presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente, Mauro Buarque, avalia que os municípios precisam de mais tempo para finalizar seus planos de gestão. Mesmo aqueles que já começaram e estão trabalhando em conjunto com cidades vizinhas precisam correr para cumprir a meta de acabar com os lixões.
“Eventualmente, haverá consórcios para desenvolver infraestrutura para atender a mais de um município, e isso tudo leva muito tempo, porque depende de autorização legislativa, tem que tramitar em todas as câmaras dos municípios envolvidos”, disse Buarque.
Já o deputado Alberto Mourão (PSDB-SP) ressalta um outro ponto que precisa de envolvimento municipal: o retorno dos resíduos para as indústrias. “Sem os municípios, não vai se conseguir implantar a política da logística reversa, pois a indústria vai ter dificuldade de buscar esse material”, observou.
Para que os municípios cumpram os prazos da lei, Alberto Mourão defende que o governo federal e os estados homologuem os equipamentos e as tecnologias autorizadas na área de tratamento de resíduos. Ele argumenta que alguns municípios apresentam planos que depois são barrados nos órgãos ambientais estaduais e federais.
(Agência Câmara de Notícias)

domingo, 9 de setembro de 2012

Quero morrer!


Quero morrer,
Velho e caquético,
Ético,
Sem dentes,
Energético,
Supostamente senil,
Varonil.

Desajeitado e sugado,
Abobado e mijado,
Com alma lavada.

Sem barulho,
Com orgulho.

Quero morrer logo,
Que chegar aos cem,
Sem vintém,
Sem ninguém??
Não!!
Com mais de mil e cem.

Viver até o final,
Afinal,
Imortal.

Não sei não,
Razão,
Imaginação,
Visão,
Tudo em vão?
Não!!

“Velho é o mundo”,
Submundo,
Profundo.

Há de chegar meu dia,
Melodia,
Ventania,
Poesia,
E muita magia!

Vida cheia,
Com receio,
A velhice,
Quem me disse?

Quero morrer na lama,
Lambuzado,
Pitiú, todo preto,
Misturado,
Natureza,
Com leveza e enfezado.

Atônito,
Sem vergonha,
Da experiência,
Da consciência.

Caboco Nirso
08/09/12

sábado, 14 de julho de 2012

Paisagens de férias

A coroa de areia de Alter do Chão ainda submersa. Em setembro está toda de fora e aí a beleza se torna realidade 

Pássaro avistado em Alter do Chão bem pertinho da gente. 

 Saída de barcos de Santarém/PA.


Venda de mel de abelhas no mercado de Santarém/PA